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Meio ambiente Caxias do Sul, RS

Caxias do Sul tem quatro desaparecidos após temporal que superou 2024

O município teve o maior acumulado de chuva do Rio Grande do Sul na segunda-feira, viu mais de 100 redes de drenagem colapsarem e precisou tirar moradores de casa com botes salva-vidas.

Por Hub News Caxias do Sul

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Imagem ilustrativa: Nuvens de tempestade dramáticas pairam sobre arranha-céus da cidade, criando um contraste de paisagem urbana sombria.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Jonathan Borba via Pexels

O temporal que castigou Caxias do Sul na segunda-feira (21) deixou quatro pessoas desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros — uma delas foi localizada até a noite, conforme balanço da Prefeitura. Para o prefeito Adiló Didomenico, o estrago na área urbana ficou acima do que a cidade viveu nas enchentes de 2024.

A precipitação começou às 4h50 e não deu trégua. Antes do meio-dia, a Defesa Civil estadual já contabilizava 159,4 milímetros na cidade, o maior registro entre os municípios gaúchos no dia e quase 88% de tudo o que costuma chover ali num setembro inteiro — a média histórica do mês é de 181,7 milímetros. Às 9h o município marcava 130 milímetros, e a estação da Represa Maestra chegou a 168,40 milímetros.

Mais de 100 redes de drenagem colapsaram. Lucas Suzin, que comanda a pasta municipal de Obras e Serviços Públicos, atribuiu o cenário, em entrevista à Rádio Caxias, à saturação dos sistemas de micro e macrodrenagem em várias regiões, entre elas as galerias do Arroio Tega e da Avenida Mário Lopes, e disse que a administração se concentraria nas emergências. Na manhã de segunda, o Centro Integrado de Operações abrigou a reunião do gabinete de crise.

Buscas, resgates e desalojados

A ocorrência mais grave ficou no bairro De Zorzi, onde equipes municipais apoiaram os bombeiros nas buscas. O 5º Batalhão de Bombeiro Militar pôs 41 militares e oito viaturas na rua e, no balanço parcial da tarde, somava 26 atendimentos encerrados, quatro em curso e cinco ainda na fila.

Na Vila Sapo, no bairro Serrano, dez famílias deixaram as casas no início da tarde, tiradas de bote pela Defesa Civil e pela pasta de Assistência Social (SMASC) do município. Outras dez foram avisadas de que um açude em Ana Rech pode romper. Sete pessoas foram acolhidas pela administração, e aproximadamente 130 casas pediram ajuda à Defesa Civil, que entregou mais de 1.500 metros quadrados de lonas. Perto das barragens do Complexo Dal Bó, a Prefeitura mandou moradores sair por precaução, medida prevista no plano de emergência do Samae, com acolhimento na Fundação Caxias.

Vias bloqueadas e serviços parados

Ficaram bloqueadas ruas dos bairros Planalto, Centenário, Esplanada, De Lazzer e Cristo Redentor. No interior, houve interdições na Serraria, na Linha 40, na 6ª Légua, em Vila Seca, Vila Cristina, Santa Lúcia do Piaí, Santo Homobom, Parada Cristal e na Estrada do Imigrante. A força da água danificou pontes, pavimentos e cabeceiras de ponte.

As UBSs de Fátima Baixa, Vila Cristina e Criúva, além do Hemocs, pararam de atender — o hemocentro e a unidade da Fátima Baixa tinham previsão de reabrir nesta terça-feira (22), dia em que as aulas continuam suspensas nas escolas municipais de ensino fundamental e nas unidades de educação infantil de gestão compartilhada. A Prefeitura pede que ninguém circule pelas áreas atingidas, pelo risco de erosões e de queda de barreiras, e que emergências sejam comunicadas ao 193, do Corpo de Bombeiros, ou ao 156, do Alô Caxias.

Prefeitura monta relatório dos danos

Com a água baixando, as equipes passaram a tirar lama e resíduos das ruas, e a administração começou a montar um relatório para chegar ao número exato dos estragos. Suzin afirmou que os maiores danos ficaram em pontes, galerias pluviais e passagens de água, e que, no interior, a queda de barreiras chegou a obstruir vias. Os reparos definitivos dependem de levantamento técnico.

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