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Obras e infraestrutura Caxias do Sul, RS

Protesto na BR-116 cobra limpeza e contenção no Parada Cristal

Um dia depois do temporal, moradores do Loteamento Balardin fecharam a pista em intervalos de meia hora; a prefeitura diz que a rede de drenagem nova não deu conta do volume de água.

Por Hub News Caxias do Sul

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Imagem ilustrativa: Manhã enevoada em uma estrada rural no Brasil, com vegetação exuberante e atmosfera serena.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Matheus Amaral via Pexels

Moradores do Loteamento Balardin bloquearam parte da BR-116 na tarde de terça-feira (22), no cruzamento com a Rua Luiz Andréa Favero, para cobrar socorro da prefeitura de Caxias do Sul. A chuva do dia anterior deixou alagamento, terra caída e casas danificadas na parte baixa do bairro Parada Cristal, e a comunidade quer atendimento de emergência antes que chova outra vez.

Os organizadores calculam que cerca de 90% da área baixa do loteamento foi atingida. Eles relatam árvores em risco de queda, galhos amontoados e sinais de desmoronamento em terrenos colados nas residências. O pedido é por equipes municipais para retirar as árvores, limpar o que a água deixou e intervir nos pontos castigados.

À Rádio Caxias, um dos organizadores do movimento, Ederson Renato Laguna Costa, explicou a tática: fechar a pista por cerca de 30 minutos e liberar em seguida, de novo e de novo, para pressionar o poder público sem travar a rodovia por completo.

A mobilização vem depois do caso do veículo levado pela correnteza do Rio São Marcos, na segunda-feira. Segundo a Rádio Caxias, os moradores dizem que aquele episódio aumentou o medo de quem vive na região.

O que diz a prefeitura

Por nota, a administração municipal respondeu que já executou uma obra de drenagem no loteamento: são cerca de 100 metros de tubulação, com um metro de diâmetro, para recolher a água que desce dos pontos altos e se acumula embaixo. A própria nota admite que a estrutura não deu conta — "não houve rede suficiente para controlar a força das águas", diz o texto, diante do volume que caiu em pouco tempo na segunda.

A prefeitura não informou, na resposta, prazo para as intervenções que os moradores pedem.

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