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Segurança Caxias do Sul, RS

Perícia apura queda de goleira que matou aluno de 11 anos em Caxias

Fabian Alexander Zerpa Bermudez foi atingido por uma trave desativada no pátio do Instituto Cristóvão de Mendoza; a Polícia Civil apura como o equipamento foi para a área de recreio.

Por Hub News Caxias do Sul

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Uma trave de futsal fora de uso caiu sobre um aluno de 11 anos no pátio do Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul, e a Polícia Civil agora investiga como aquele equipamento chegou a um espaço em que as crianças brincavam. A perícia no local foi feita na manhã de quinta-feira (17), junto com o Instituto-Geral de Perícias (IGP). A delegada Aline Martinelli, que responde pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, contou que a escola tinha duas goleiras desativadas, deixadas em um setor de obras onde os estudantes não entravam. Na segunda-feira anterior ao acidente, uma delas saiu de junto da parede e apareceu no meio do pátio — esse trajeto é um dos pontos da investigação. Por ali passam os alunos na chegada e na saída dos turnos, e eram eles mesmos que empurravam a estrutura para armar os jogos, segundo a delegada. Ela afirmou ainda que as goleiras do ginásio são novas e estão corretamente fixadas. A queda aconteceu em torno das 17h20 de quarta-feira (16), quando a escola tinha muita gente circulando. Levado ao Hospital Geral, o menino morreu horas mais tarde. Fabian Alexander Zerpa Bermudez era venezuelano e vivia na cidade havia três anos com a mãe. Ao g1, sua tia, Mariangel Bermudez, disse que mãe e filho vieram da Venezuela em busca de melhores oportunidades e descreveu o sobrinho como uma criança dedicada aos estudos. O velório foi na tarde de quinta-feira, nas Capelas São Francisco, e a cremação estava marcada para as 9h de sexta-feira (18), no Memorial Crematório São José. Nada está concluído, ressalvou a delegada. As imagens das câmeras da instituição já foram entregues à polícia, que ouve funcionários, professores e outras pessoas presentes no pátio. Falta o exame de necropsia, que definirá a causa da morte. A Secretaria Estadual da Educação (Seduc) afirmou, em nota, que o atendimento ao estudante foi imediato, que acompanha a família e a comunidade da escola e que fará sua própria análise do que houve. A escola ficou sem aula depois do acidente, e o alcance da interrupção aparece de duas formas na cobertura: uma reportagem do g1 registra a suspensão apenas na quinta-feira (17); outra, do mesmo veículo, fala em quinta e também na sexta (18). Os professores voltam na segunda-feira (21), quando começam as atividades de acolhimento com psicólogos da 4ª Coordenadoria Regional de Educação; estudantes e famílias retornam na terça (22). A coordenadoria diz manter contato permanente com os parentes do menino. Existe no Rio Grande do Sul uma lei sobre isso. A nº 16.438, de 2025, veio de projeto aprovado pela Assembleia Legislativa em 2023 e determina que goleiras em locais de uso público ou privado estejam fixadas. Seu impulso foi a morte de outra criança de 11 anos, Marina Fallavena, sobre quem caiu uma goleira solta num condomínio de Porto Alegre.

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