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Saúde Canoas, RS

Prematura de 25 semanas deixa UTI do Hospital Universitário de Canoas

Lorena nasceu em 5 de junho com 700 gramas, chegou a pesar 610, e foi para casa na segunda-feira com 3 quilos e 47 centímetros, ao fim de 108 dias de internação.

Por Hub News Canoas

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Imagem ilustrativa: Monitor de sinais vitais em ambiente hospitalar, sem pessoas visíveis
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: OsloMetX via Pixabay

A bebê Lorena, de três meses, recebeu alta da UTI Neonatal do Hospital Universitário de Canoas na segunda-feira (21). Foram 108 dias de internação. Ela nasceu prematura, com 25 semanas de gestação.

O parto foi em 5 de junho; a data prevista era 20 de setembro. Ao nascer, a menina tinha 700 gramas e ainda perdeu peso: chegou a 610 gramas na internação. Deixou o hospital com 3 quilos e 47 centímetros.

A mãe, Andriele Pinheiro Brito, de 30 anos, moradora do bairro Piratini, em Sapucaia do Sul, acompanhou a filha do começo ao fim. Ao Diário de Canoas, contou que conviveu com o medo de perder a menina e resumiu o período: "Cada dia foi uma vitória". Segundo ela, a bebê não ficou com sequelas.

A prematuridade tem uma causa conhecida na família. Andriele tem uma condição em que o colo do útero cede com o peso da gestação e se abre. Ela passou por uma sutura no colo na 17ª semana, sem que isso resolvesse, e numa consulta descobriu que já estava com quatro dedos de dilatação. O pré-natal era feito no Hospital Getúlio Vargas, e ela acabou encaminhada para o HU. A primeira filha do casal, Laura, hoje com quatro anos, também nasceu antes da hora no mesmo hospital, em 2022, com 31 semanas.

O cuidado na unidade neonatal

O tratamento seguiu o Método Canguru, protocolo do Ministério da Saúde que prevê contato pele a pele entre mãe e bebê, luz baixa no ambiente e horário de visita ampliado.

Em entrevista ao Diário de Canoas, a coordenadora materno-infantil do hospital, a enfermeira Lisiane Rocha Lenhardt, disse que Lorena era um caso de prematuridade extrema e que o cuidado muda conforme a idade gestacional, o peso e as condições de saúde de cada criança. Ela atribuiu o resultado ao conjunto da equipe: "Nós temos amor no que fazemos". A enfermeira lembrou ainda um caso de 2008, quando uma bebê nascida com 23 semanas e menos de 500 gramas também teve alta com saúde.

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