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Segurança Ponta Grossa, PR

Servidora do Cras é suspeita de desvio no PG+Humana em Ponta Grossa

Segundo as investigações da Polícia Civil, ela emitiu mais de 100 cartões em nome de moradores que não pediram o benefício, inclusive pessoas já falecidas, e desviou mais de R$ 22 mil do programa.

Por Hub News Ponta Grossa

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A suspeita começou no balcão: um morador de Ponta Grossa procurou a Fundação de Assistência Social para pedir o PG+Humana e os servidores viram que ele já constava como beneficiário, com cartão entregue e em uso — mas ele afirmava nunca ter feito aquele pedido. A partir daí, conforme o g1, a Prefeitura fez uma auditoria interna e levou o caso às autoridades.

A investigação chegou a uma servidora do próprio município. As investigações da Polícia Civil apontaram que ela pediu mais de 100 cartões do programa em nome de moradores que nunca os solicitaram, entre eles pessoas já falecidas, e que o dinheiro — mais de R$ 22 mil — era gasto por ela e pelo marido. As emissões apontadas pela apuração policial vão de novembro de 2025 a julho deste ano. Segundo o g1, a mulher foi indiciada; os nomes do casal não foram divulgados.

O PG+Humana paga R$ 220 mensais a famílias do município em situação de vulnerabilidade social.

O acesso vinha do próprio trabalho dela, conforme a Polícia Civil: lotada numa unidade do Cras, o serviço de assistência social da cidade, a servidora enxergava o cadastro de famílias de baixa renda que ainda não haviam procurado o programa. Eram esses nomes que ela usava ao solicitar os cartões, diz a corporação.

Ao g1, o delegado Derick Moura Jorge descreveu o passo seguinte: quando os cartões chegavam, a assinatura do beneficiário era falsificada no termo de recebimento, e o cartão passava a ser usado em compras particulares — comida, eletrodomésticos, itens de casa, pagamento de contas. Nas conversas do casal que a investigação recolheu, segundo o g1, os gastos aparecem anotados, e há a combinação de compras para uma ida à praia.

Conforme o g1, a Polícia Civil fez com a Prefeitura um levantamento dos cartões que aparentavam irregularidade, ouviu os beneficiários para saber quem de fato havia pedido o benefício e confrontou os dados com imagens de câmeras de segurança dos estabelecimentos onde os cartões foram usados. Os registros mostram a servidora e o marido usando cartões em nome de terceiros, conforme o delegado.

O material divulgado não traz manifestação da defesa dela.

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