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Caminhões de lixo são barrados no caminho do aterro de Teixeira Soares, diz empresa

A Zero Resíduos registrou boletim de ocorrência e afirma que tratores impedem a passagem para o CTR Vila Velha, que recebe o lixo de cerca de dez municípios e é abastecido pelo transbordo de Ponta Grossa.

Por Hub News Ponta Grossa

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Imagem ilustrativa: Estrada de terra empoeirada serpenteando por uma paisagem rural exuberante sob céus limpos.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Mario Amé via Pexels

A Zero Resíduos afirma, em comunicado publicado pelo D'Ponta News, que seus caminhões estão sendo impedidos desde a tarde de terça-feira (15) de chegar ao Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) Vila Velha, em Teixeira Soares, unidade que recebe o lixo de cerca de dez municípios. Segundo a empresa, o bloqueio acontece na altura do Assentamento Ernesto Che Guevara, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e motivou o registro de um boletim de ocorrência e um pedido de apoio às autoridades.

O percurso interrompido já era um desvio. Com a Estrada do Kalinoski, principal ligação com o aterro, inundada, a empresa passou a levar os resíduos coletados primeiro à sua unidade de transbordo no Distrito Industrial de Ponta Grossa. De lá, a carga segue em caminhões maiores pela PR-438 e por uma rota alternativa até o CTR — justamente o trecho que, de acordo com a Zero Resíduos, foi fechado.

Pelo relato da empresa, o boletim registrado por seu diretor descreve um grupo que usou tratores para bloquear especificamente a passagem dos veículos da Zero Resíduos. Quando a ocorrência foi registrada, seis caminhões estavam parados sem poder seguir, e outros oito aguardavam carga para fazer o mesmo trajeto.

Na quarta-feira (16), ainda segundo a empresa, uma van que levava funcionários ao CTR também foi barrada. Com isso, além do transporte do lixo, passou a ser afetada a chegada das equipes que fazem a unidade funcionar.

A Zero Resíduos classifica o bloqueio como arbitrário e sem amparo legal e sustenta que, se ele persistir, a coleta e a destinação dos resíduos nos municípios atendidos podem ser prejudicadas. A empresa defende que divergências sejam tratadas pelas vias institucionais e legais. O material divulgado não traz a versão dos moradores do assentamento nem do MST, e também não informa o motivo do bloqueio.

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