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Comunidade Maringá, PR

Tirar a carteira deixou de ser pressa para parte dos jovens de Maringá

As habilitações definitivas emitidas no Paraná caíram 24% em 14 anos, e na cidade o custo do carro e a conta do aplicativo aparecem entre as razões para adiar o documento.

Por Hub News Maringá

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Imagem ilustrativa: Close-up do interior de um carro com foco no volante e painel.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Lucas Pezeta via Pexels

Fazer 18 anos e correr para a autoescola já foi quase um roteiro obrigatório. Em Maringá, esse hábito vem perdendo força: autoescolas e pessoas na idade em que tradicionalmente se buscava a primeira carteira contam que o documento saiu do topo da lista, mostra reportagem do Maringá Post. Não é que a geração tenha parado de dirigir, nem que a habilitação tenha deixado de contar no currículo — ela só passou a ser decidida caso a caso.

Os números da cidade são escassos. O Detran-PR contabilizou 5.723 processos de primeira habilitação concluídos em Maringá em 2016, e a base pública consultada pela reportagem não traz uma série municipal recente que permita medir, com segurança, o tamanho da retração.

No estado o desenho é mais nítido. As CNHs definitivas emitidas caíram 24% entre 2010 e 2024, aponta o Detran-PR, com idas e vindas ao longo do período. Pesam nessa mudança de comportamento os aplicativos de transporte, outras formas de se locomover e o que custa manter um veículo rodando.

Uma conta que não fecha

O autônomo Luiz Gustavo, de 23 anos, tem carteira, mas não coloca o carro entre as prioridades. "É muito mais ágil e econômico circular de aplicativo do que manter um carro", disse ele ao Maringá Post, lembrando também das despesas do veículo e da dificuldade de achar vaga no centro.

Leopoldo Gonçalves estagia e faz faculdade de psicologia. Para ele, o cálculo não se resume a ter ou não dinheiro para um automóvel: "Hoje priorizo poupar para montar um consultório", afirmou à reportagem do Maringá Post. Do outro lado da escolha está Maria Rita, graduanda de turismo: ela trabalha com carteira assinada e vê na habilitação um diferencial profissional.

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