Pular para o conteúdo
Hub News
Segurança Maringá, PR

Programa da Guarda de Maringá concorre a prêmio internacional no Texas

O modelo de acompanhamento de mulheres com medida protetiva é um dos sete escolhidos para a final de um prêmio internacional e será apresentado em novembro, em Austin, nos Estados Unidos.

Por Hub News Maringá

3 min de leitura

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: Dois guardas municipais em uniforme patrulhando as ruas de Londrina, Brasil.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Rodolfo Gaion via Pexels

A Guarda Municipal de Maringá vai apresentar nos Estados Unidos o modelo que usa para acompanhar mulheres com medida protetiva. O trabalho é um dos sete escolhidos para a final do Prêmio Herman Goldstein 2026, que reconhece iniciativas de policiamento orientado para problemas, e será exposto na 34ª Conferência Anual de Policiamento Orientado para Problemas. O encontro acontece em Austin, no Texas, de 16 a 18 de novembro.

Segundo o Maringa.Com, a conferência é organizada pelas universidades estaduais do Arizona e do Texas, e os trabalhos concorrentes passaram por um painel de nove jurados, que avaliou rigor, qualidade e criatividade. Cada finalista terá de 40 a 45 minutos em sessão plenária, seguidos de um bloco de perguntas.

A iniciativa foi desenvolvida pela Secretaria de Segurança do município, sob coordenação do secretário, delegado Luiz Alves, e parte de uma constatação: a medida protetiva concedida pela Justiça não garante, sozinha, proteção contínua. O intervalo entre a decisão judicial e a verificação de que ela está sendo cumprida é o trecho em que a violência pode voltar sem que nenhuma instituição perceba a tempo.

O que mudou na operação

O modelo da Patrulha Maria da Penha foi reestruturado em janeiro de 2025. Desde então, as visitas às mulheres protegidas têm frequência definida pelo nível de risco de cada caso, e o patrulhamento passou a se concentrar nos bairros onde há mais ocorrências. A Guarda Municipal também passou a se comunicar de forma integrada com o Ministério Público e com a Vara de Violência Doméstica, para que sinais de descumprimento cheguem mais rápido.

Cerca de 1.200 mulheres são acompanhadas hoje pela patrulha. Com as equipes redistribuídas pelas regiões da cidade, o tempo médio de chegada a uma emergência, depois do acionamento, é de até cinco minutos, informou a Secretaria de Segurança.

Os números apresentados pela Prefeitura apontam recuo de 42,2% nos casos em que a patrulha precisou de intervenção adicional por risco iminente: foram 256 de janeiro a abril de 2025 e 148 nos quatro primeiros meses de 2026. No período avaliado, segundo a secretaria, não houve feminicídio entre as mulheres sob monitoramento ativo.

Citado pelo Maringa.Com, o secretário resumiu o raciocínio por trás da mudança: "A violência doméstica é cíclica". Para ele, o ciclo começa em violência psicológica, moral e patrimonial e pode avançar até a agressão física e o risco de morte quando não há intervenção preventiva — razão pela qual, no seu entendimento, o policiamento apenas reativo é limitado.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.