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Segurança Maringá, PR

Polícia prende casal suspeito de vender ar-condicionado que nunca era entregue em Maringá

Prejuízo levantado pela Delegacia de Estelionato chega a R$ 161 mil; os suspeitos ofereciam aparelhos de marcas conhecidas bem abaixo do preço a vizinhos, fiéis da igreja e ex-clientes.

Por Hub News Maringá

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Uma coleção de unidades de ar condicionado antigas e quebradas empilhadas ao ar livre.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Tom Fisk via Pexels

Um homem e uma mulher suspeitos de receber por aparelhos de ar-condicionado que nunca chegavam aos compradores foram presos na manhã de quarta-feira (16), em Maringá. De acordo com informações da Polícia Civil do Paraná divulgadas pelo Maringá Post, a Delegacia de Estelionato cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra o casal, cujos nomes não foram informados.

Pelas contas da investigação até agora, as perdas somam R$ 161 mil. Há vítimas que, sozinhas, perderam valores entre R$ 30 mil e R$ 70 mil.

Oferta a conhecidos

Ao Maringá Post, o delegado Fernando Garbelini, responsável pelo caso, contou que os dois trabalhavam havia anos com instalação de ar-condicionado e passaram, de uma hora para outra, a oferecer equipamentos de marcas conhecidas por valores muito inferiores aos de mercado. Os alvos eram pessoas próximas: gente da igreja, vizinhos e antigos clientes.

Para explicar o desconto, o casal alegava ter contatos dentro de seguradoras e vender produtos recuperados de leilões ou obtidos em parcerias que não existiam. A seguradora Porto Seguro chegou a ser citada indevidamente, segundo a polícia.

Pagamento adiantado

As vendas eram fechadas pessoalmente, pelas redes sociais ou por WhatsApp. A investigação aponta que a mulher cuidava de atrair compradores e fechar os negócios, enquanto o homem cedia as próprias contas bancárias e a maquininha de cartão da empresa dele para receber o dinheiro.

Os clientes pagavam à vista, por Pix ou cartão de crédito. Quando cobravam a entrega ou o reembolso, recebiam capturas de tela falsificadas, apresentadas como sendo de distribuidoras. Em alguns casos, ainda conforme a polícia, houve recusa em devolver o dinheiro e intimidação verbal contra as vítimas.

O pedido de prisão preventiva se baseou no fato de que o casal continuava a oferecer em Maringá aparelhos que não existiam.

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