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Educação Maringá, PR

Plano de carreira do magistério passa em primeira votação por 22 votos

Texto enviado pelo prefeito Silvio Barros separa quem entra agora de quem já está na rede, garante um terço da jornada para hora-atividade e prevê 1,1% de acréscimo a cada dois anos.

Por Hub News Maringá

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Sala de aula vazia com carteiras e quadro branco.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: slowdeath via Pixabay

Professores da rede municipal de Maringá devem passar a subir na tabela salarial por duas vias: o tempo de casa e os diplomas. É o que estabelece o Projeto de Lei Complementar nº 2.497/2026, aprovado por 22 votos na Câmara Municipal nesta quinta-feira (17).

O texto chegou aos vereadores na véspera, enviado pelo prefeito Silvio Barros (PP). A Secretaria de Educação e as escolas de educação infantil e de ensino fundamental estão no alcance da proposta, que vale tanto para quem está em sala de aula quanto para o pessoal de suporte pedagógico, conforme a Maringá Post.

1,1% a cada dois anos, 10% por diploma

A progressão por tempo acrescenta 1,1% ao vencimento básico a cada dois anos. Já uma especialização, um mestrado ou um doutorado valem 10% a mais sobre o salário-base. Quem termina o estágio probatório sobe um nível automaticamente.

O ingresso na rede segue sendo por concurso de provas e títulos, com exigência de curso superior. E há um limite por baixo: nenhum ponto inicial da tabela pode ficar abaixo do valor nacional fixado para o magistério, proporcional à jornada.

Quem entra agora e quem já está

Os cargos passam a ser contados em dois grupos. Para as contratações novas valem jornadas de 20, 30 ou 40 horas semanais, sempre com nível superior. O outro grupo, em extinção, reúne cargos antigos, inclusive de nível médio: ninguém perde o que já tem, mas essas vagas não voltam a concurso e somem conforme são desocupadas.

Outro ponto fixa o mínimo de um terço da jornada docente como hora-atividade, o tempo de planejar, corrigir e se formar. Na prática, o contato com turmas fica limitado a dois terços do expediente.

Falta a segunda votação — ou não

As duas fontes contam desfechos diferentes. Pela Maringá Post, a votação de quinta-feira foi a primeira discussão, e o projeto ainda volta ao plenário. Pelo blog de Angelo Rigon, a aprovação se deu em regime de urgência, com sanção marcada para o dia seguinte, antes de o prefeito entrar em férias.

A sessão teve plateia: servidores municipais convocados pelo Sismmar acompanharam a votação. Segundo o blog de Angelo Rigon, os vereadores se levantaram para aplaudi-los — a vereadora Giselli Bianchini (PL) não acompanhou o gesto.

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