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Obras e infraestrutura Maringá, PR

Instituto criado por Maringá fecha acordo de R$ 58 milhões em tecnologia viária

O contrato com a GR Vias, firmado por inexigibilidade de licitação, vale por cinco anos e prevê tecnologia de cobrança por livre passagem, que só pode funcionar onde o poder público autorizar.

Por Hub News Maringá

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de uma rua suburbana com tráfego e vegetação exuberante no Paraná, Brasil.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Kaio Murilo via Pexels

O InPacta, instituto sem fins lucrativos que o município de Maringá criou no ano passado, assinou no dia 1º um contrato de parceria com a GR Vias Ltda., empresa de Marília, no interior paulista. A sigla é de Instituto de Projetos Avançados para Cidades, Tecnologia e Administração, e o acordo põe no cardápio de serviços que ele oferece aos municípios da região o Vias Smart Free Flow — sistema voltado a mobilidade, obras viárias e monitoramento de tráfego —, conforme publicou o Angelo Rigon.

A contratação foi feita por inexigibilidade de licitação. As duas partes se comprometem a desenvolver, implantar, operar e ampliar o sistema em conjunto, e a cobrança eletrônica por livre passagem, o chamado free flow, só pode existir onde o poder público competente autorizar. O contrato estima R$ 58 milhões como valor global, tomando por referência a fatia do instituto ao longo de cinco anos, mas registra que o número é apenas indicativo e não assegura receita mínima. O prazo corre por 60 meses, contados da última assinatura. Pelo InPacta assinou a diretora-presidente, Cristiane Regina de Camargo Hasegawa; pela empresa, João Carlos Teixeira Roque e Anette Vernaschi Toppan.

Instituto nega negociação em Maringá

Em nota, o instituto afirmou que não existe negociação nem processo de contratação em andamento para instalar a solução na cidade. Ele diz manter com a GR Vias uma parceria de caráter institucional, voltada a avaliar e desenvolver tecnologias de gestão de fluxo urbano — leitura de placas, georreferenciamento e processamento de dados —, com uso possível no planejamento do trânsito, na conservação das vias, no turismo e em indicadores ambientais, inclusive na estimativa de emissões de CO₂. Qualquer interesse futuro, segundo a nota, dependeria de manifestação da administração municipal e da abertura do procedimento administrativo correspondente, com as avaliações técnicas, econômicas e jurídicas.

Como o sistema funciona no interior paulista

A GR Vias instalou o free flow urbano em fevereiro deste ano em Álvaro de Carvalho, município paulista de cerca de 5 mil habitantes, na SP-349, a Rodovia da Comunidade. Ali a tarifa urbana por eixo é de R$ 17,00 e alcança caminhões e veículos de carga — o trecho tem fluxo de 12.583 veículos desse perfil por mês, média de 406 por dia. Da receita bruta, 63% são repassados ao município para pavimentação, e 37% ficam com a empresa, que banca operação, tecnologia de leitura de placas e gerenciamento.

Ficam fora da cobrança os carros de passeio, os ônibus do transporte coletivo municipal, as ambulâncias, os veículos oficiais e os emplacados na própria cidade. Caminhões, utilitários e comerciais leves não têm isenção automática: precisam seguir regras específicas ou pedir a dispensa por decreto municipal. As placas são identificadas por câmeras de alta precisão, e o pagamento é feito pela internet.

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