Frota de Maringá cresce 4,5 vezes mais rápido que a população
Em agosto havia 373.438 veículos ativos na cidade, alta de 7,1% em dois anos contra 1,6% de aumento populacional: são 86,3 veículos para cada 100 moradores, aponta o Detran-PR.
Maringá terminou agosto com 373.438 veículos ativos, segundo o Detran-PR. São 24,8 mil a mais do que dois anos antes — uma alta de 7,1% que levanta um problema de espaço: no mesmo intervalo, a população cresceu 1,6%, ritmo 4,5 vezes menor, pelas estimativas do IBGE, que apontam 432.635 moradores em 2026 contra 425.983 em 2024. Na conta que o levantamento do Maringa.Com destaca, a cidade tem hoje 86,3 veículos para cada 100 habitantes.
Pouco mais da metade da frota é de automóveis: 191.528. Vêm depois as camionetes, 35.340. Sobre duas rodas, o Detran conta 51.629 motocicletas, e outras 22.835 são motonetas. O restante se divide entre caminhões, reboques, semirreboques e demais categorias.
Um acidente por hora
O trânsito acompanhou a frota. No primeiro semestre, os acidentes registrados subiram 11,9% em relação ao mesmo período de 2025, o equivalente a uma ocorrência por hora na cidade. De janeiro a 25 de setembro, a Plataforma + Vida, da prefeitura, somou 5.619 registros, com 1.446 feridos e 36 mortos.
As infrações no mesmo período chegaram a 486.821, pela contagem da Secretaria de Mobilidade Urbana. O excesso de velocidade responde pela maior parte, com 388.086 autuações. Em seguida aparece o avanço de sinal vermelho, com 74.720, e o estacionamento irregular ou proibido, com 24.302.
A via mais perigosa é a Avenida Colombo, com 354 acidentes e nove feridos no período. O Anel Viário Prefeito Sincler Sambatti registrou menos ocorrências — 203 —, mas com peso maior: 52 feridos e três mortes. Na Avenida Brasil foram 172 acidentes, 44 feridos e dois mortos, e a PR-317 soma 271 acidentes.
O que a prefeitura montou
A resposta veio em agosto, com a criação do programa Maringá Pela Vida e de uma comissão interinstitucional voltada à segurança no trânsito. São cerca de dez eixos de atuação, que incluem engenharia e infraestrutura viária, fiscalização e integração entre órgãos, com metas e indicadores para acompanhar o resultado.
Entre as medidas já em curso estão a intensificação de blitze — mais de 300 autos de infração em um único fim de semana — e aulas de pilotagem defensiva voltadas a motociclistas, o grupo que o programa elegeu como prioridade.
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