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Segurança Londrina, PR

Uísque de R$ 1 milhão: cinco são presos por desvio de carga em Cambé

Três dos alvos foram localizados em Londrina, um em Curitiba e outro no Rio Grande do Sul; para a Polícia Civil, um funcionário do atacadista forjou notas fiscais para liberar o caminhão.

Por Hub News Londrina

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Um caminhão de entrega branco sai de uma doca de carga de um armazém mal iluminado, cercado por pacotes e paletes.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Juan R. Real via Pexels

Cinco mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos na quinta-feira (17) contra suspeitos de desviar um carregamento de uísque de uma rede atacadista em Cambé, na região metropolitana de Londrina. Segundo a Polícia Civil do Paraná, três dos alvos estavam em Londrina, um em Curitiba e o quinto em Soledade, no Rio Grande do Sul. Os nomes não foram divulgados.

O caso investigado é de dezembro de 2025. A mercadoria, avaliada pela corporação em R$ 1 milhão, chegou a ser embarcada num caminhão, mas não saiu do centro de distribuição: inconsistências na documentação foram percebidas pouco antes da partida, e o carregamento voltou ao galpão.

Pela reconstituição da PCPR, quem comandou o esquema foi um funcionário da própria rede, que já havia trabalhado no setor de liberação e conhecia os protocolos de segurança da empresa. Ele teria clonado o WhatsApp de uma colega autorizada a liberar saídas durante a noite, entrado no e-mail de um gestor de compras, separado a mercadoria dentro do galpão e produzido notas fiscais falsas. Os documentos chegaram ao motorista por meio de dois comparsas — o condutor, diz a polícia, havia sido contratado apenas para levar o frete até São Paulo e não participava do crime. De lá, o uísque seguiria para o Rio Grande do Sul.

Além do funcionário, os mandados alcançaram três pessoas ligadas ao transporte, que já haviam prestado serviço terceirizado à rede, e um empresário gaúcho apontado como destinatário da carga, dono de uma transportadora e de uma distribuidora de bebidas. Ele responde a duas passagens anteriores por receptação, informou a PCPR.

A apuração começou na delegacia de Cambé, sob o delegado Paulo Henrique Costa, hoje chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, e depois foi assumida pela Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas, em Curitiba. Em entrevista coletiva noticiada pela Folha de Londrina, o delegado André Feltes disse que a forma de agir do grupo lembra outro caso registrado em Ponta Grossa, e que a hipótese de ligação entre os dois segue em análise.

Com celulares e documentos apreendidos, a investigação continua, e a corporação avalia que outras pessoas possam ter participado. Os cinco devem responder por associação criminosa, fraude, invasão de dispositivo informático e furto qualificado cometido em concurso de agentes.

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