Novos CNPJs de micro e pequenas empresas crescem 18,2% em Londrina em 2025
Cidade registrou 20.768 aberturas no ano passado, a segunda maior marca do Paraná; prefeitura diz que o tempo médio para abrir um negócio caiu de 13,3 horas para 3,3 horas.
Londrina abriu 20.768 micro e pequenas empresas em 2025, contando MEIs e não MEIs — alta de 18,2% sobre as 17.557 de 2024. Os números são do Painel do Mapa das Empresas, ferramenta do governo federal que acompanha o registro de CNPJs no país, e põem a cidade em segundo lugar no estado, atrás só de Curitiba, que chegou a 81.909 novos cadastros (16,5% a mais que no ano anterior).
O ritmo local acompanha o do Paraná, onde as aberturas subiram 17,8%, de 295.794 para 348.501, e o do Brasil, que cresceu perto de 20% no mesmo intervalo. Em 2026, até agora, Londrina já soma mais de 14,1 mil novos micro e pequenos negócios.
Menos fila para o alvará
Para o secretário municipal da Fazenda, Éder Pires, parte do salto se explica pela mudança na liberação de alvarás, com automatização e regulamentação de leis que facilitaram a formalização. À Folha de Londrina, ele contou que a gestão começou, em janeiro de 2025, com quase 5,3 mil processos parados e hoje tem cerca de 400. "O tempo médio de abertura de empresas em Londrina caiu de 13,3 horas, em 2024, para 3,3 horas, hoje", afirmou.
Pires disse que ainda não dá para ligar diretamente a arrecadação ao aumento de empresas formais, mas que o ISS tem crescido acima da inflação. Na avaliação dele, a formalização também melhora a renda e reduz o número de pessoas que dependem de benefícios sociais.
O secretário do Trabalho, Emprego e Renda, Cristian Marcucci, apontou ao mesmo jornal o que muda para quem trabalha por conta própria: no MEI, a contribuição à Previdência já vem na guia mensal, e com o CNPJ é possível emitir nota fiscal, buscar crédito e vender para empresas e para o poder público.
Formalização recorde no país
O movimento aparece também na edição especial da Pnad Contínua divulgada pelo IBGE na semana passada. Em 2025, 35% dos empreendedores brasileiros tinham CNPJ — 10,7 milhões de pessoas —, o maior percentual desde o início da série, em 2012, quando eram 24%. Ainda assim, a maioria segue informal: dos 30,6 milhões de empreendedores do país, quase 20 milhões trabalhavam sem registro.
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