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Economia Londrina, PR

Internet da Sercomtel passa para a Ligga; telefonia fixa e móvel segue com a empresa

Clientes de banda larga em Londrina recebem aviso da mudança, que não altera contrato nem preço; a Sercomtel fica com a telefonia e prevê investir R$ 52,7 milhões em 4G e em escolas.

Por Hub News Londrina

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Bru-nO via Pixabay

Quem assina a internet da Sercomtel em Londrina começou a receber, nesta semana, um aviso de que a conexão passou a ser responsabilidade da Ligga Telecom, com a marca Ligga Fibra. Segundo a Folha de Londrina, o comunicado aos clientes diz que contrato, valor cobrado e qualidade da conexão continuam iguais. A Sercomtel segue com a carteira de telefonia fixa e móvel.

A troca não é repentina. A migração começou em 2024 e vinha sendo feita de forma gradual, com avisos aos consumidores nos últimos meses. No ano passado, a Ligga comprou a base de assinantes de banda larga da ex-estatal londrinense, que ficou apenas com a telefonia.

Por que a fatura mudou

Sercomtel, Ligga e Ligga Serviços formam o grupo Ligga Telecom, mas são empresas distintas, cada uma com estrutura societária própria. À Folha de Londrina, a Ligga Telecom explicou, por meio da assessoria de imprensa, que as atividades antes tocadas em conjunto pelas duas empresas também foram separadas na operação, e que isso motiva os avisos. Para o cliente, de acordo com a empresa, a diferença está na fatura: ela trazia as duas marcas e agora mostra só a da Ligga, sem mudança no que foi contratado.

Telefonia em novo regime

Em julho, a Sercomtel deixou de prestar a telefonia fixa em Londrina e Tamarana como concessionária e passou ao regime de autorização, após acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O último passo foi assinar o Termo Único de Autorização. O acordo obriga a Sercomtel a investir R$ 52,7 milhões, já a partir deste ano, para ampliar o sinal 4G e levar internet a escolas.

Venda de ativos do grupo

Ao mesmo tempo, o grupo pôs à venda suas operações de celular e de internet fixa. Entre os integrantes do grupo Ligga está o empresário Nelson Tanure, que arrematou a Copel Telecom em 2020. Em abril, o Conselho Diretor da Anatel autorizou previamente a Unifique a assumir o direito de uso, no Paraná, da faixa de 3,5 GHz que pertencia à Ligga.

Já a venda da operação de banda larga da Ligga para a Brasil TecPar teve aval da Anatel em maio. Em julho, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou aprovar o negócio sem restrições. Segundo a Folha de Londrina, com a compra a Brasil TecPar deve chegar a 1,7 milhão de assinantes e se tornar o quarto maior grupo de banda larga do país.

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