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Saúde Londrina, PR

HU da UEL testa sensores sem fio para monitorar bebês logo após o parto

Estudo em parceria com a canadense McGill vai acompanhar 100 recém-nascidos por pelo menos 12 meses e avaliar se a tecnologia é tão segura quanto os aparelhos com cabos usados hoje.

Por Hub News Londrina

3 min de leitura

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: vitalworks via Pixabay

O Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HU/UEL) começou a testar, na sala de parto, sensores sem fio que acompanham os sinais vitais de bebês nos primeiros minutos de vida. Segundo a Folha de Londrina, o hospital é o primeiro da América Latina a participar de estudos com esse sistema, conduzidos em parceria com a Universidade McGill, do Canadá.

A primeira coleta de dados em um recém-nascido ocorreu na semana passada, acompanhada por pesquisadores canadenses que vieram a Londrina. A meta é reunir informações de 100 bebês ao longo de, no mínimo, 12 meses. Os registros do HU vão se somar aos de outros países que integram a pesquisa, como Suíça e Itália.

O que muda para mãe e bebê

A proposta dos sensores vestíveis ou sem contato é manter a vigilância clínica sem impedir que o bebê vá direto para o colo da mãe logo depois do nascimento, período conhecido como "Hora de Ouro". Sem fios, deixa de existir o risco de um cabo se soltar ou de disparar alarme falso quando a criança é movida. A mesa de reanimação fica com menos telas e cabos, e some o risco de ferir a pele sensível do recém-nascido ao retirar fitas adesivas.

O estudo quer medir se o sistema é viável, seguro e preciso. À Folha de Londrina, a coordenadora de enfermagem da UTI Neonatal do HU, Lidiaine Oliveira, lembrou que hoje os bebês são monitorados por equipamentos com fios e disse que a equipe quer descobrir se a nova tecnologia oferece a mesma confiabilidade ou até vantagens. A professora Adriana Valongo Zani, que coordena a pós-graduação em Enfermagem, afirmou ao jornal esperar mais mobilidade para a equipe e um atendimento mais humanizado. Fernanda Pegoraro, docente de Neonatologia do curso de Medicina, destacou a contribuição da UEL para um estudo multicêntrico internacional.

Única brasileira no projeto

A pesquisa é liderada por Guilherme Sant'Anna, da McGill, em colaboração com a Northwestern University, de Chicago. Ao jornal, ele disse que a UEL é a única universidade do Brasil envolvida e que participa da parceria desde 2024, primeiro com aulas e agora com a coleta de dados. O pesquisador também afirmou que sensores desse tipo devem ser adotados no mundo todo dentro de alguns anos.

No HU, participam do trabalho a pós-graduação em Enfermagem, as unidades neonatais e o Centro Obstétrico. O passo seguinte da parceria envolve o SmartDashboard, um monitor inteligente pensado para as famílias. O projeto é financiado por doações de famílias canadenses à Fundação do Hospital Infantil de Montreal.

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