PM intensifica visitas a mulheres com medida protetiva em Irati durante setembro
Operação Mulher Segura, lançada na terça-feira (15), reforça a fiscalização nos dez municípios da 8ª CIPM; só em Irati há cerca de 350 medidas protetivas de urgência em vigor.
Irati soma hoje por volta de 350 medidas protetivas de urgência em vigor, de acordo com a Polícia Militar. O dado foi repassado pela corporação à Rádio Najuá na semana em que começou a Operação Mulher Segura, ação de todo o Paraná que, na região, é conduzida pela 8ª Companhia Independente da PM (8ª CIPM), responsável por dez municípios.
A mobilização mais forte está concentrada em 15 e 16 de setembro, mas o reforço segue até o fim do mês. O trabalho inclui a fiscalização do cumprimento das medidas protetivas, visitas preventivas e orientação às vítimas. A Patrulha Maria da Penha, que faz esse acompanhamento, atua o ano inteiro: desde janeiro, foram cerca de 3 mil visitas nos dez municípios atendidos pela companhia.
Em entrevista à Rádio Najuá, a soldado Stephanie Tamires Schuerzoski explicou que toda mulher que pede medida protetiva passa a receber visita. O acompanhamento também alcança quem sofreu violência doméstica sem ter recorrido à Justiça. Nesses casos, segundo o soldado Khaioma Da Conceicao Sousa, também ouvido pela emissora, os policiais procuram entender por que a vítima não fez o pedido e explicam como e onde solicitar a proteção.
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As visitas servem ainda para conferir se a decisão judicial está sendo respeitada. De acordo com Schuerzoski, há mulheres que relatam descumprimentos que nunca chegaram à delegacia nem à PM, e o boletim de ocorrência é registrado no próprio contato. Khaioma reforçou à Rádio Najuá que é o registro que mostra ao Judiciário que a medida pode não estar bastando — sem ele, faltam elementos para outras providências, como um mandado de prisão.
A medida protetiva é uma ordem da Justiça e pode, por exemplo, afastar o agressor de casa ou proibi-lo de fazer contato com a vítima. Para o soldado, a proteção não é só física, mas também emocional e psicológica.
Quando identificam outras necessidades durante as visitas, os policiais encaminham as mulheres a outros serviços, como acompanhamento psicológico, e acionam o Conselho Tutelar se houver crianças que precisem de atenção. Em Irati, a rede conta com o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e com estrutura para acolher quem precisa sair de casa por segurança, conforme a PM. Segundo Schuerzoski, Irati é o único dos dez municípios da 8ª CIPM que tem um CRAM, onde as mulheres também participam de atividades e cursos de profissionalização.
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