Pular para o conteúdo
Hub News
Esporte Curitiba, PR

Regra da CBF aperta o elenco do Athletico, que tem 11 estrangeiros

O clube tem 11 atletas nascidos fora do país, e o Coritiba, sete; a partir de 2027 cada time poderá relacionar oito estrangeiros por partida, número que cai para cinco até 2030.

Por Hub News Curitiba

Atualizado em

Compartilhar:
Telegram Enviar por e-mail Imagem para story Imagem para feed
Imagem ilustrativa: architecture, bleachers, stadium, empty, field, panoramic, seats, arena, sports
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Pexels via Pixabay

O Athletico tem 11 jogadores nascidos fora do Brasil no elenco, e o Coritiba, sete. Os números passam a pesar porque a CBF aprovou uma redução gradual do limite de estrangeiros que cada time pode relacionar por partida no Campeonato Brasileiro, segundo levantamento divulgado pelo Bem Paraná.

A mudança não obriga ninguém a desmontar o grupo: os clubes continuam livres para contratar e manter quantos atletas de fora quiserem. O que encolhe é a lista de relacionados para cada jogo. Hoje cabem até nove; em 2027 serão oito, e a conta segue caindo até chegar a cinco em 2030. A intenção declarada é abrir vaga para quem sai das categorias de base.

Pela contagem atual, nove dos 20 clubes da Série A já passam da cota de oito que valerá em 2027, e o Athletico está entre eles. No topo da lista aparecem Internacional e Vasco, com 12 atletas cada. Na ponta oposta, o Mirassol é o único time da divisão sem nenhum estrangeiro. Técnicos de fora, como o português Abel Ferreira, não entram na regra, e brasileiros naturalizados por outras seleções também ficam fora da conta.

O argumento da entidade

A decisão parte de um diagnóstico da própria CBF sobre a queda de minutos dos brasileiros mais jovens. "Temos um diagnóstico de que os jogadores sub-23 brasileiros têm jogado cada vez menos", declarou o diretor executivo da confederação, Helder Melillo. Ele acrescentou que a entidade reconhece a importância dos estrangeiros e mantém um contingente relevante liberado para os jogos. Entre os clubes da Série A, apenas Flamengo e Bahia votaram contra a medida.

A avaliação está longe de ser unânime. O técnico Roger Machado considerou que a mudança pode ampliar as oportunidades para os jovens, mas não resolve sozinha: "É preciso investimento na base, bons profissionais, estrutura e uma transição que prepare o jovem para chegar ao time principal", disse ao Bem Paraná. Já Thiago Freitas, que dirige no Brasil a Roc Nation Sports, chamou a decisão de resposta a "reclamações mal fundamentadas" de quem perdeu espaço com a concorrência.

O levantamento aponta ainda um recorde na competição: são 161 estrangeiros nos elencos profissionais da Série A, contra 157 em 2025 — cerca de 25% do total de atletas, percentual bem abaixo do de ligas europeias. A Argentina é a maior fornecedora, com 49 jogadores, à frente de Uruguai e Colômbia.

Encontrou alguma informação incorreta?

Nos ajude a manter o conteúdo correto.

Você marcou muitas publicações em pouco tempo. Espere um minuto e tente de novo.

Comentários

Nenhum comentário ainda.

Imagens dos leitores

Ainda não há fotos desta publicação. Se você esteve lá, mande a sua.

Leia em outras fontes

O texto acima é nosso, escrito a partir dos fatos. Para uma cobertura mais completa e aprofundada sobre o assunto, ou para visualizar imagens ou vídeos oficiais, acesse os links acima.