Grupo da prefeitura quer levar agricultor familiar ao Armazém da Família em Curitiba
Batizado de Agrolab, o grupo reúne profissionais de várias áreas para criar ações em Armazéns e Sacolões da Família e nas feiras que mostrem ao consumidor quem produz o que ele compra.
Quem compra abóbora ou mandioca num Armazém da Família de Curitiba deve passar a saber mais sobre a família que plantou aquele alimento. É essa a aposta do Agrolab, grupo que junta profissionais de diferentes formações para pensar ações de valorização da agricultura familiar dentro da política municipal de segurança alimentar, segundo texto publicado pelo Bem Paraná.
As propostas devem chegar às feiras, aos Sacolões e aos Armazéns da Família, além de outros programas da prefeitura na área de abastecimento, adaptadas a cada espaço e a cada produtor. A ideia é ir além do produto na prateleira: contar de onde ele veio, como foi cultivado e preparado e o que a escolha do consumidor representa para quem vive no campo. Temas como produção regional, clima, variedade de alimentos, inovação e sustentabilidade também entram na discussão.
O que dizem os gestores
Conforme o Bem Paraná, Felipe Thiago de Jesus, que dirige a área de sistemas sustentáveis de alimentação na SMSAN, a secretaria municipal responsável pelo tema, descreveu o grupo como um espaço coletivo para transformar essas perguntas em iniciativas que deem visibilidade aos agricultores e aproximem o campo da cidade. O secretário Leverci Silveira Filho afirmou que valorizar a produção regional fortalece toda a cadeia e ajuda a formular políticas que unam produção, abastecimento e acesso a comida de qualidade.
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Da engenharia para a lavoura
Um dos casos apresentados é o da Agrícola JBezerra, fundada por Jéssica Bezerra, engenheira de Computação, e pelo marido, João Lucas Bezerra, ex-paratleta da natação que hoje compete no tiro esportivo. Sem tradição familiar na agricultura, o casal começou do zero. Entre os carros-chefes estão frutas congeladas, como maracujá e abacaxi, além de mandioca a vácuo e abóbora já sem casca.
Ao Bem Paraná, Jéssica disse que programas como os Armazéns e os Sacolões encurtam o caminho entre quem planta e quem consome: as famílias têm acesso a alimento fresco e com preço justo, e os produtores ganham valorização e venda garantida. Segundo ela, ver os pacotes da empresa chegando ao Armazém da Família confirma que a decisão de trocar a cidade pela terra deu certo.
A intenção da secretaria é que a apresentação de produtores e produtos seja permanente, e não uma ação pontual.
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