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Saúde Curitiba, PR

DEDICA chega aos dez anos atendendo crianças vítimas de violência grave

O serviço é gratuito, reúne psicólogos, médicos e assistentes sociais e recebe casos encaminhados por delegacias, Conselhos Tutelares e Varas da Infância; quem o mantém é a associação do Hospital de Clínicas.

Por Hub News Curitiba

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Imagem ilustrativa: Fachada do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba.
Foto: Guilmann via Wikimedia Commons (Public domain)

Há dez anos, crianças e adolescentes vítimas de violência grave em Curitiba têm à disposição um serviço gratuito que junta, sob o mesmo teto, atendimento psicológico, médico, psiquiátrico e social, além de psicanálise e proteção legal. É o DEDICA — Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente —, que chega em setembro à marca da década.

O programa nasceu na Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas, que o mantém. Os casos chegam encaminhados pela rede de proteção: delegacias, Conselhos Tutelares, o Ministério Público, as Varas da Infância e o próprio Hospital de Clínicas. Quais profissionais vão acompanhar cada criança depende do que o caso exige, segundo o HojePR.

Prevenção e formação

Atender é só uma das frentes. Nos dias 10 e 17 deste mês, o DEDICA reuniu profissionais da saúde de Curitiba para orientar sobre como reconhecer sinais de violência e o que fazer diante deles — atividade prevista num acordo de cooperação técnica entre a associação e a Secretaria Municipal da Saúde.

Segundo o Paraná Portal, Luci Pfeiffer, que coordena o programa, afirmou que o conhecimento sobre o assunto ainda é escasso entre os profissionais que atendem crianças, e que o diagnóstico precoce é o que permite interromper ciclos de violência capazes de se arrastar por anos. “Temos um caminho muito grande pela frente”, disse.

Mudanças de comportamento, agressividade e dificuldade de aprendizagem estão entre os sinais que, na avaliação da coordenadora, pedem atenção de quem convive com a criança.

O ambiente digital virou frente de trabalho. A equipe orienta famílias e profissionais sobre os riscos de violência on-line e sobre acompanhar o que crianças e adolescentes fazem com a tecnologia — assunto que acompanha o programa desde 2016, quando uma campanha perguntava: “Mamãe, qual é a senha para conversar com você?”.

De onde vem o dinheiro

O custeio sai de três lugares: o que pessoas e empresas destinam do Imposto de Renda, fundos da infância e da adolescência e o Nota Paraná. Pelo trabalho, o programa levou o prêmio Prioridade Absoluta, do Conselho Nacional de Justiça, em 2022 e de novo em 2025.

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