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Cultura Curitiba, PR

Peça sobre o gene FOXP2 estreia de graça no Festival da Primavera

Escrito e dirigido por Pagu Leal, o monólogo “Fale Agora” tem quatro sessões no Centro Cultural Espaço de Arte, nos dias 19 e 20, e uma na Casa Hoffmann, no dia 27, com senhas distribuídas na hora.

Por Hub News Curitiba

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Imagem ilustrativa: Vista em ângulo amplo de um auditório de teatro vazio com fileiras de assentos voltados para um grande palco.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Alari Tammsalu via Pexels

Um solo de teatro que começa numa descoberta da genética estreia neste fim de semana em Curitiba, sem cobrar ingresso. “Fale Agora” tem quatro sessões no Centro Cultural Espaço de Arte, no Ahú, no sábado (19) e no domingo (20), e ainda uma apresentação na Casa Hoffmann, no São Francisco, no dia 27. A montagem integra o Festival da Primavera, programação da Fundação Cultural de Curitiba.

Escrito e dirigido por Pagu Leal e interpretado por Marrara Mara, o texto parte do FOXP2, gene associado à fala e à linguagem, para perguntar o que permite a uma pessoa falar — e o que acontece quando alguém tem voz e não encontra quem a escute.

Sozinha em cena, Marrara Mara alterna três figuras. Uma é uma cientista e professora interessada nos mecanismos do corpo que transformam ideia em linguagem. Outra é uma atriz que vai a uma delegacia registrar uma queixa e esbarra na dificuldade de contar o que houve e ser levada a sério. A terceira é uma narradora, chamada Cassandra, que costura as histórias e desloca a peça entre tempos diferentes.

Em material de divulgação publicado pelo Me Gusta Curitiba, Pagu Leal conta que a pesquisa começou num livro de biologia e que falar não depende de um único elemento: envolve genética, cérebro, boca, língua e pregas vocais. A diretora resume assim o paradoxo que interessa à montagem: “o que significa ter voz e, ainda assim, não ser ouvido?”. No mesmo material, Marrara Mara diz que a cena da delegacia toca na dificuldade que muitas mulheres enfrentam para falar sobre situações de violência.

Bailarina e atriz, ela sustenta o solo transitando entre informação científica, ficção, humor e memória. A luz é de Nadja Naira; a direção de movimento, de Ane Adade; o cenário e o figurino, de Gui Almeida; e a trilha original, de Tafnes Taborda. A produção executiva é da Sociedade Poética.

Serviço

No Espaço de Arte, na Rua Alberto Folloni, 1534, as sessões são às 18h e às 20h do dia 19, e às 17h e às 19h do dia 20 — a das 17h tem tradução em Libras. Na Casa Hoffmann, na Rua Claudino dos Santos, 59, a apresentação é às 12h do dia 27. A entrada é gratuita nos dois endereços, com senhas distribuídas na bilheteria uma hora antes de cada sessão; no Espaço de Arte são 35 lugares.

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Quando
19 de setembro de 2026, 18:00
Onde
Centro Cultural Espaço de Arte
Organização
Sociedade Poética

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