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Cultura Curitiba, PR

Documentário sobre autocultivo de maconha estreia no MIS do Paraná

A sessão é gratuita, acontece em 19 de setembro no espaço do antigo Centro de Triagem e inclui visita guiada a uma exposição sobre presídios latino-americanos e debate com os realizadores.

Por Hub News Curitiba

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Imagem ilustrativa: Palácio da Liberdade, antiga sede do governo do Paraná de 1892 até 1937 e atual sede do Museu da Imagem e do Som de Curitiba, Brasil.
Foto: DAR7 e Eloy Olindo Setti via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Um prédio que serviu de local de custódia temporária em Curitiba vira sala de cinema no sábado, 19 de setembro. O antigo Centro de Triagem, hoje sede do Projeto Cárcere — que trabalha com cultura, memória e direitos humanos —, recebe a estreia curitibana do documentário Queimando Fronteiras, no Museu da Imagem e do Som do Paraná. Toda a programação é gratuita.

A abertura é às 15h. Meia hora depois, um guia conduz o público pela exposição Desse Lado do Muro, montada nas antigas celas e nas estruturas remanescentes do prédio, com imagens feitas dentro de 18 presídios espalhados por sete países da América Latina.

As projeções começam às 16h15, com o curta Uma de Quinze – Maconha na Ditadura, assinado por Matias Maxx e Daniel Paiva. Em pouco mais de cinco minutos, o filme trata da repressão à maconha no Uruguai sob a ditadura e da regulamentação que o país aprovaria décadas depois.

Cinco minutos mais tarde entra o longa. Queimando Fronteiras é dirigido por Leonardo Ferron Baggio e produzido pela Abra a Gaveta, e saiu de um trajeto de cerca de 30 mil quilômetros por Brasil e Argentina. O tema é a norma argentina de 2020 que liberou o cultivo doméstico de cannabis: a equipe ouviu ativistas, pesquisadores e pessoas atingidas pela mudança para medir seus efeitos, e o filme desemboca na discussão sobre prisões e redução de danos no continente.

Às 17h30, quem assinou o filme senta com convidados para conversar com a plateia; o encerramento está marcado para as 18h. Segundo o Me Gusta Curitiba, a sessão dá início a uma nova fase de circulação do documentário, que entra no YouTube no domingo seguinte, dia 20.

É também a primeira atividade do Cine Planta, criado pela jardinista e curadora Fernanda Ayres. A proposta é escolher filmes que cruzem cinema e natureza — o que se planta fora do modelo convencional, as ervas de uso medicinal e ritual, a vida de comunidades indígenas e quilombolas.

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Quando
19 de setembro de 2026, 15:00
Onde
Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR)
Organização
Cine Planta

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