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Xi propõe zona de IA de código aberto e fórum de serviços na cúpula do Brics

No encerramento do encontro em Nova Délhi, o presidente chinês defendeu um mercado integrado e uma zona econômica especial para o bloco, que tem o Brasil entre os membros originais.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Sala de servidores de dados com racks de rede e cabos.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Brett Sayles / Pexels

O presidente da China, Xi Jinping, apresentou neste domingo (13), no encerramento da cúpula anual de líderes do Brics em Nova Délhi, na Índia, um conjunto de propostas para aproximar as economias do grupo, do qual o Brasil faz parte desde a fundação. O encontro durou dois dias e reuniu, além dos membros plenos, países parceiros como Cuba, Malásia e Tailândia, segundo a CNN Brasil. As declarações de Xi foram divulgadas pela agência oficial chinesa Xinhua e repassadas pela Reuters, em texto publicado pelo InfoMoney.

A proposta mais concreta é na área de tecnologia. Xi disse que a China vai liderar uma iniciativa de inteligência artificial de código aberto do Brics — chamada de zona pela Reuters e de comunidade pela CNN Brasil —, voltada à cooperação no desenvolvimento e no uso de grandes modelos de linguagem, com seminários, cursos de capacitação e a formação de um ecossistema aberto para essa tecnologia, inclusive para os países parceiros.

Pequim também pretende montar uma plataforma em nuvem para o ecossistema digital do bloco e oferecer intercâmbio de tecnologia e alinhamento industrial, com o objetivo de fortalecer a economia digital entre os membros, de acordo com a CNN Brasil.

No campo econômico, o líder chinês sugeriu uma parceria para montar uma Zona Econômica Especial do bloco e anunciou que Pequim vai sediar, no próximo ano, um Fórum de Comércio de Serviços do Brics, com a meta de estimular negócios e investimentos entre os países. Ele também pediu que os integrantes preservem a estabilidade das cadeias industriais e de abastecimento e avancem rumo a um mercado integrado.

Xi batizou o pacote de "Iniciativa do Grande Brics" e disse que o sucesso dela depende de uma base sólida de cooperação pragmática. "Grande Brics" é a forma como China e Rússia às vezes se referem ao bloco em sua versão ampliada.

Um grupo maior

Criado há cerca de duas décadas por China, Índia, Rússia, Brasil e África do Sul com a ideia de mudar uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos, o bloco ganhou depois cinco novos integrantes: Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã. Há também dez nações parceiras, espalhadas pelo Oriente Médio, pela África, pela Ásia e pela América Latina.

A Índia está na presidência do grupo em 2026, e a China assume o posto em 2027. Os dois países buscam uma parceria mais ampla para ganhar influência global, e Pequim tenta transformar o bloco em uma plataforma prática de desenvolvimento para o Sul Global, segundo a Reuters.

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