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Emergências do SUS reduzem em um quarto a internação com método inspirado na Toyota

Programa Lean nas Emergências, do Proadi-SUS, envolveu 104 hospitais em 20 estados e no Distrito Federal e também cortou em 45% a espera por atendimento no biênio 2024-2025.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Uma cena hospitalar mostrando pacientes e equipe médica em um corredor, ilustrando ambientes de saúde.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: RDNE Stock project / Pexels

Hospitais públicos que adotaram uma forma de organizar o trabalho nascida nas fábricas da Toyota passaram a manter os pacientes internados por menos tempo. No biênio 2024-2025, as 104 unidades do SUS que participaram do Lean nas Emergências registraram queda de 25% no tempo de internação, segundo os resultados do programa divulgados pela Folhapress, em texto reproduzido pelo Bem Paraná.

Os mesmos hospitais reduziram em 45% a espera até o atendimento e em 14% a permanência hospitalar como um todo. A iniciativa chegou a 99 municípios, espalhados por 20 estados e pelo Distrito Federal. Minas Gerais concentra o maior número de participantes, com 20 hospitais.

O projeto faz parte do Proadi-SUS, o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, e mira sobretudo a sobrecarga nas portas de urgência e emergência.

Como funciona

A proposta é examinar a rotina de cada unidade em busca de etapas que consomem tempo ou material sem trazer benefício ao paciente: resultado de exame que demora a chegar ao médico, deslocamentos desnecessários, retrabalho, uso de insumos além da conta. Identificados esses gargalos, a equipe os elimina ou encurta.

Em entrevista à Folhapress, Carina Tischler Pires, gerente de projetos do Hospital Sírio-Libanês e responsável pelo programa, explicou que a lógica é a mesma usada na indústria para evitar desperdício. Segundo ela, os cortes não atingem a consulta, que precisa do tempo que o médico julgar necessário. O alvo são as esperas em volta dela: um exame pronto em duas horas que leva mais três para chegar às mãos do médico faz o paciente perder cinco horas no hospital, exemplificou.

Na avaliação da gerente, menos espera significa menos tempo de permanência, o que alivia a lotação, diminui o gasto com materiais e permite atender mais gente com a mesma equipe.

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