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Xi encerra visita aos EUA e marca com Trump reencontros na Apec e no G20

A primeira visita de Estado do líder chinês aos Estados Unidos em mais de uma década terminou com promessa de diálogo sobre comércio e inteligência artificial e dois reencontros já previstos.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista frontal da Casa Branca em Washington, DC, com gramado e fonte.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Gu Bra via Pexels

Xi Jinping deixou os Estados Unidos na sexta-feira (25), encerrando a primeira visita de Estado de um presidente chinês ao país em mais de uma década. No último compromisso, um chá na Casa Branca com Donald Trump e as primeiras-damas Melania Trump e Peng Liyuan, o americano disse a repórteres, segundo o O Sul, que os dois lados fizeram "avanços enormes" e que a visita foi "muito positiva para ambos os países".

Xi respondeu marcando os próximos capítulos: citou a reunião da Apec, na China, e a cúpula do G20, nos Estados Unidos, como duas oportunidades de reencontro ainda neste ano, e repetiu o convite para que Trump e a mulher voltem à China. Comércio, inteligência artificial e questões geopolíticas ocuparam os dois dias de conversa, e os dois governos concordaram em manter o diálogo aberto.

A cerimônia de quinta-feira

O tratamento reservado ao líder chinês foi de exceção. Ele chegou na quarta-feira (23) recebido com tapete vermelho e ganhou, no dia seguinte, cerimônia completa na Casa Branca — protocolo destinado a poucos chefes de Estado —, com revista de tropas e sobrevoo do bombardeiro B-2 Spirit, projetado para escapar de radares.

Foi ali que os dois discursaram. Trump repetiu que mantém com o rival "uma verdadeira amizade", assentada no respeito mútuo e no interesse dos dois povos. Xi tratou a relação em termos mais contidos e voltou à fórmula que repetiu ao longo da visita: "A China e os Estados Unidos devem manter a linha de não conflito e não confronto entre si". Disse-se pronto para, ao lado de Trump, "conduzir o gigantesco navio das relações sino-americanas" e afirmou que os interesses dos dois países estão profundamente entrelaçados.

Onde os dois não pensam igual

A inteligência artificial, que Trump apontara como tema central do encontro, é justamente onde a diferença fica visível. O presidente americano vem fazendo apelos pela aceleração do setor, com o argumento de não perder a corrida tecnológica para Pequim. Xi puxou para o lado oposto: falou em regular o avanço da tecnologia e disse que os dois países têm capacidade e responsabilidade de desenvolvê-la para o bem, mantendo-a sob controle humano.

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