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Trump telefona a Putin e promete retomar laços se a guerra na Ucrânia acabar

O relato é do assessor presidencial Iuri Uchakov e veio dois dias depois de enviados americanos verem Putin e Zelenski, no mesmo dia em que bombardeios russos mataram cinco em Kiev.

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Imagem ilustrativa: Bandeira vibrante da Ucrânia tremulando contra um céu brilhante e nublado.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Galyna Lunina / Pexels

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou a Vladimir Putin na terça-feira (8) e disse que encerrar a guerra na Ucrânia abriria caminho para recompor por inteiro as relações políticas e comerciais entre os dois países. Quem contou foi o assessor presidencial russo Iuri Uchakov, em relato noticiado pelo Bem Paraná: na leitura de Trump, comércio e economia seriam os campos mais beneficiados.

A conversa aconteceu no mesmo dia em que a Rússia voltou a bombardear Kiev, depois de uma pausa que durou o tempo da visita dos negociadores americanos. Ao menos cinco pessoas morreram. A Força Aérea ucraniana contabilizou 142 drones e 32 mísseis de cruzeiro, dos quais abateu 31, e registrou ainda dezenas de mísseis balísticos, os mais rápidos e difíceis de interceptar. É deles que trata a cobrança recente de Volodimir Zelenski por defesa antiaérea; na terça, ele foi informado de que receberá até mil mísseis.

A ligação veio dois dias após a retomada da mediação americana, parada desde o fim de fevereiro, quando Trump passou a concentrar esforços no confronto com o Irã. No fim de semana, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram com Putin em Moscou e depois com Zelenski em Kiev. Os dois lados classificaram os encontros como positivos, mas não há data para uma negociação direta. Zelenski acha possível que ela ocorra ainda em setembro; o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, preferiu dizer que a vitória russa está perto.

No telefonema, Trump pediu pressa no fim de um conflito que já dura quatro anos e meio. Putin repetiu que não pretende atacar nenhum país europeu da Otan, receio que levou Washington a enviar a Moscou, semanas atrás, o chefe da inteligência americana, John Ratcliffe.

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