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Trump cobra juros menores às vésperas de reunião do Fed marcada por inflação alta

Presidente dos EUA disse que nenhum país deveria ter juros abaixo dos americanos; a alta da inflação ao consumidor reforçou a aposta de que o banco central eleve a taxa nesta semana.

Por Hub News

2 min de leitura

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Imagem ilustrativa: Notas de dólar americano espalhadas, em close.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Burst / Pexels

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (13) que nenhum país deveria ter juros mais baixos que os americanos. A declaração, dada a jornalistas durante o torneio de golfe Irish Open e relatada pela Reuters em texto publicado pelo InfoMoney, veio poucos dias antes da reunião desta semana do Federal Reserve (Fed), o banco central do país.

Segundo a agência, Trump disse não saber se o Fed vai subir a taxa básica no encontro, mas defendeu que o país deveria ter "a menor taxa de juros do mundo", qualquer que seja o quadro de inflação e de atividade apontado pelos dados da instituição. Ele também argumentou que o nível atual dos juros americanos beneficia outras nações à custa dos Estados Unidos.

Inflação pressiona

A reunião acontece menos de uma semana depois de o índice de preços ao consumidor, divulgado pelo Departamento do Trabalho, registrar na sexta-feira (11) a maior alta em quatro meses. O resultado reforçou a expectativa de que o Fed aumente os juros, informou a Reuters.

O momento é delicado para o governo. Faltam poucas semanas para as eleições legislativas de meio de mandato, que vão definir se os republicanos preservam a estreita maioria que têm na Câmara e no Senado. Pesquisas recentes da Reuters/Ipsos indicam que uma elevação dos juros pode aumentar a preocupação dos eleitores com o poder de compra, e a aprovação de Trump vem caindo com a inflação persistente.

Relação com o Fed

Crítico frequente do ex-presidente do Fed Jerome Powell, Trump passou a apoiar mais a direção do banco central desde que Kevin Warsh, indicado por ele, assumiu o comando no início deste ano. Nas últimas semanas, porém, voltou a endurecer o discurso: há duas semanas, publicou nas redes sociais, em letras maiúsculas, que deixaria de negociar com países com os quais os Estados Unidos têm déficit se os juros não fossem reduzidos.

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