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Rússia bombardeia Kiev horas depois da saída dos negociadores americanos

O ataque encerrou a trégua de três dias combinada para proteger os enviados de Trump, deixou ao menos três mortos e 19 feridos e atingiu uma escola e uma clínica, dizem as autoridades.

atualizado em 10/09, 18:49 2 min de leitura
Imagem ilustrativa: Um sistema de alerta com alto-falantes em um poste contra um céu nublado, sinalizando avisos de emergência.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Hakan Kayahan / Pexels

A Rússia voltou a atacar Kiev na terça-feira (8), pondo fim a uma trégua de três dias que Moscou e o governo ucraniano haviam combinado para que os negociadores americanos circulassem em segurança pelas duas capitais. Durante esse intervalo, os enviados de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, tentaram destravar as conversas de paz de uma guerra que já dura quatro anos e meio.

Segundo o Bem Paraná, o prefeito Vitali Klitschko informou pelo menos três mortes, e o balanço das autoridades locais registrou outras 19 pessoas feridas. Os bombardeios provocaram incêndios em vários distritos e danificaram ao menos 14 prédios, entre eles uma escola, uma clínica e galpões. O presidente Volodimir Zelenski afirmou que um drone russo derrubou parte da sede de uma emissora de televisão ucraniana na capital.

O alerta antiaéreo soou durante a madrugada, com ordem para que os moradores procurassem abrigo, e só foi desligado no começo da manhã. Do outro lado da fronteira, a Polônia pôs sua Força Aérea de prontidão.

Em publicação nas redes sociais reproduzida pelo Bem Paraná, a embaixadora da União Europeia na Ucrânia, Katarina Mathernova, escreveu que "Kiev estava explodindo e em chamas".

O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sibiga, cobrou dos aliados mais pressão sobre Moscou e o envio de interceptadores capazes de abater mísseis balísticos, arma de que a Ucrânia tem estoque em nível crítico. Para ele, os mísseis russos dizem mais do que as palavras do país na mesa de negociação. Zelenski, por sua vez, agradeceu o esforço americano e afirmou que a Casa Branca levou "boas ideias" às conversas, sem revelar quais.

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