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Quatro campeonatos europeus cobram limites ao poder do presidente da Fifa

As ligas da Inglaterra, da Espanha, da Itália e da Alemanha querem um conselho permanente com clubes e jogadores e reclamam das paradas cada vez maiores impostas ao calendário nacional.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de um estádio de futebol vazio com um campo verde bem cuidado e assentos azuis.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Rogério Rodrigues via Pexels

As quatro ligas mais ricas do futebol europeu assinaram juntas um documento cobrando mudanças na forma como a Fifa é dirigida. Premier League e Bundesliga entraram no comunicado ao lado de LaLiga e da Serie A italiana, e o alvo declarado não é uma pessoa: é o acúmulo de funções na presidência da entidade, que, dizem elas, decide sobre regras, sobre negócios e sobre política do esporte sem freios suficientes. "O futuro da Fifa importa para todas as pessoas que se preocupam com o futebol", afirma o texto, segundo o O Sul.

A cobrança vem depois de meses ruins para Gianni Infantino. O projeto batizado de FIFA Forward Enterprise abriria os direitos comerciais de torneios da entidade — a Copa do Mundo entre eles — a investidores privados, e foi retirado diante da reação de federações e confederações. Em julho, ainda conforme o mesmo veículo, o então diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, descreveu a iniciativa como "o projeto de uma única pessoa". Ele foi demitido em 17 de agosto, menos de três semanas depois.

A queda de braço pelo calendário

O outro atrito é a agenda. As ligas dizem que os períodos em que os campeonatos nacionais precisam parar para as datas da seleção vêm se alargando, e que quem sofre a consequência não participa da decisão. O argumento que elas usam é numérico: perto de 1% dos jogadores profissionais chega a disputar uma Copa do Mundo. Em outubro de 2024, a queixa já havia virado uma denúncia apresentada à Comissão Europeia.

O que o grupo propõe tem três partes. A primeira é criar um órgão permanente, com assento para federações, ligas, clubes e atletas, que participe de fato das decisões. A segunda é submeter projetos de grande impacto a avaliação independente antes de saírem do papel. A terceira é separar, dentro da estrutura da entidade, quem escreve as regras de quem explora o negócio — a mesma mistura que o comunicado aponta na presidência.

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