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Conta de luz empurra prévia da inflação para 0,70% em setembro

O fim do desconto do Bônus Itaipu fez a energia elétrica residencial subir 7,42% no mês e responder sozinha por 0,29 ponto percentual do índice, que acumula 4,47% em doze meses.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Poste de madeira com fios elétricos contra céu azul.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Giant Asparagus via Pexels

A conta de luz é o que explica a virada da inflação em setembro. Com o fim do desconto do Bônus Itaipu, a energia elétrica residencial ficou 7,42% mais cara e, sozinha, empurrou a prévia do índice oficial em 0,29 ponto percentual.

O IPCA-15 subiu 0,70% no mês, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, depois de ter recuado 0,40% em agosto. É a maior variação desde abril, quando o indicador marcou 0,89%. No acumulado do ano, a prévia soma 3,82%; em doze meses, 4,47%.

Habitação foi o grupo de maior alta entre os nove pesquisados, com 2,07%, puxado justamente pela eletricidade. Em agosto, o Bônus Itaipu — crédito repassado ao consumidor a partir do saldo positivo da comercialização de energia da hidrelétrica — havia derrubado as contas. Sem ele, a comparação de um mês para o outro ficou íngreme.

O que mudou na feira

A alimentação dentro de casa voltou a pesar, com alta de 0,38%, revertendo a queda de 0,97% registrada em agosto. O tomate é o destaque isolado do mês: 20,76% de aumento. As carnes ficaram 1,30% mais caras e o arroz, 2,39%. Do lado do alívio, o café moído caiu 1,36%, a cebola recuou 4,41% e o feijão-carioca ficou 6,33% mais barato.

Passagem aérea dispara

Entre as demais despesas, o salto veio das passagens aéreas, que subiram 9,82%. Os combustíveis tiveram movimento bem mais discreto: 0,22% no conjunto, com a gasolina 0,30% mais cara. Também registraram alta artigos de residência (0,55%), transportes (0,60%) e despesas pessoais (0,96%), enquanto educação praticamente não se mexeu, com 0,03%.

O número médio, porém, esconde realidades bem diferentes. Numa casa em que a eletricidade pesa mais no orçamento, o aperto de setembro foi maior do que os 0,70% sugerem; onde o consumo de energia é baixo, menor.

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