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Putin nega que prepare ataque à Europa e deixa negociação com Kiev em suspenso

Dois dias depois de Zelensky acusar Moscou de querer ampliar a guerra para território da Otan, o presidente russo disse a jornalistas que não há preparativo algum contra os europeus.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Torre Spasskaya do Kremlin de Moscou contra céu nublado.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Anna Bogatova via Pexels

Vladimir Putin saiu nesta sexta-feira (25) para desmentir a hipótese que tem mobilizado capitais europeias há semanas. "Não estamos nos preparando para nenhum tipo de hostilidade com a Europa", disse o presidente russo a jornalistas, segundo o portal O Sul. Ele reconheceu que muitos no continente falam em se armar esperando um ataque russo, e repetiu que esse ataque não está sendo montado.

A fala responde ao que Volodymyr Zelensky afirmou na quarta-feira (23), na tribuna da Assembleia Geral da ONU. O presidente ucraniano disse que líderes europeus têm informação de inteligência sobre as intenções de Moscou e que a Rússia pode avançar para além da Ucrânia, inclusive sobre países da Otan.

Negociação parada

Sobre a via diplomática, Putin manteve a ambiguidade. Disse que todas as propostas de paz continuam à mesa e que tudo é possível, mas que o governo russo pretendia retomar as conversas diretas com Kiev e recuou diante de novos ataques ucranianos — que descreveu como investidas contra infraestrutura civil. "Agora deve enfrentar as consequências", afirmou sobre o governo ucraniano, acrescentando que vai avaliar com cuidado que passos dar em resposta. Também se declarou favorável às negociações em andamento entre Estados Unidos e China.

No discurso da ONU, Zelensky acrescentou um dado sobre quem luta pela Rússia: cidadãos de 47 países estariam nas fileiras russas, entre eles Cuba, Índia, Nepal, Zimbábue e Belarus. Parte desses estrangeiros, afirmou, chega ao país enganada e termina despachada para a linha de frente. Ele se dirigiu diretamente aos governos dessas nações e pediu que não deixem seus cidadãos serem arrastados para a guerra.

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