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Líder do Massive Attack é detido em Liverpool durante ato a favor da Palestine Action

Robert Del Naja segurava um cartaz de apoio ao grupo, proibido no Reino Unido pela lei antiterrorismo desde julho de 2025, perto da conferência anual do Partido Trabalhista.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: dagmarbendel via Pixabay

Robert Del Naja, vocalista e fundador do grupo britânico Massive Attack, foi detido no sábado (26) em Liverpool, na Inglaterra, sob suspeita de apoiar uma organização proscrita. Ele protestava com um cartaz em que se lia "Eu me oponho ao genocídio. Eu apoio a Palestine Action", perto de onde o Partido Trabalhista abriu no domingo (27) sua conferência anual.

Vídeos da abordagem mostram o músico conversando com policiais. Avisado de que cometia uma infração, Del Naja disse não reconhecê-la e declarou discordar da proibição do grupo; um dos agentes então anunciou a prisão. Pouco antes, ele havia divulgado um vídeo cobrando do primeiro-ministro britânico o fim da proibição. Ao lado dele apareciam Huda Ammori, que ajudou a fundar a Palestine Action, e Michael Mansfield, advogado conhecido por causas de direitos humanos.

A proibição na Justiça

O governo do Reino Unido pôs a Palestine Action na lista de organizações proscritas em julho de 2025, com base na legislação antiterrorismo — o que torna crime manifestar apoio público ao grupo. Em fevereiro deste ano, o Tribunal Superior considerou a medida ilegal, mas a Corte de Apelação a manteve. A palavra final deve caber à Suprema Corte.

A detenção do cantor se soma a uma série de atos contra a proscrição. Segundo a polícia local, mais de 50 pessoas foram presas em Liverpool no domingo em manifestações ligadas à conferência trabalhista.

Não é o primeiro choque da banda com autoridades por causa da causa palestina. Em julho, Del Naja e Grant Marshall, também do Massive Attack, foram barrados em Singapura e impedidos de se apresentar no país depois de exibirem uma bandeira palestina num show. A cidade-Estado não permite exibir em público símbolos nacionais estrangeiros sem autorização, e o governo local já havia desaconselhado, em 2023, o uso de itens relacionados ao conflito entre Israel e o Hamas.

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