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Irã leva a vizinhos do Golfo acordo com Omã para rota temporária em Ormuz

Encontro em Omã nesta segunda (14) discute corredor marítimo que Teerã seguirá controlando; o Irã quer cobrar taxa dos navios, Omã rejeita, e o Bahrein se recusou a participar.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Foto aérea de um petroleiro navegando em mar aberto.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: DeLuca G / Pexels

O Irã pretende apresentar formalmente nesta segunda-feira (14), aos países do Golfo Pérsico, o acordo que negocia com Omã para criar um corredor marítimo temporário no Estreito de Ormuz, segundo uma pessoa a par do assunto ouvida pela Bloomberg, em texto publicado pelo InfoMoney. Antes da guerra, iniciada em fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, cerca de um quinto do petróleo abastecido no mundo passava pelo estreito.

A reunião foi convocada por Omã, que controla a margem oposta da passagem, e deve acontecer em Salala, no sul do país. A intenção de Mascate era reunir os chanceleres do Conselho de Cooperação do Golfo. Teerã anunciou na sexta-feira que vai participar; até sábado, Omã não havia confirmado oficialmente o encontro, e os demais vizinhos não tinham se manifestado, conforme a Reuters.

Sem assinatura prevista

Uma alta autoridade iraniana, sob condição de anonimato, disse à Reuters que a reunião servirá para discutir Ormuz e outros temas regionais, mas que não deve terminar com um acordo assinado. O principal impasse é a cobrança: o Irã quer poder exigir taxas dos navios que cruzam o estreito, e Omã é contra. Pela versão da Bloomberg, detalhes como esses valores continuariam em negociação entre os dois países depois da apresentação.

Mesmo com o corredor, a navegação não voltará ao normal. Teerã já sinalizou que seguirá decidindo quais embarcações podem passar. Em entrevista ao veículo Al Araby Al Jadid, citada pela Bloomberg, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, classificou o encontro como um evento importante e um passo para construir confiança.

Resistências e aproximações

O Bahrein informou que não vai participar de reuniões com o Irã, citando ataques recentes a instalações no Golfo que atribui a grupos apoiados por Teerã. Outro foco de tensão é a escalada dos combates entre forças apoiadas pela Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, aliados iranianos.

Houve, por outro lado, um gesto de aproximação. À margem da cúpula do Brics, na Índia, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, conversou publicamente com o xeique Khaled bin Mohamed Al Nahyan, herdeiro do trono de Abu Dhabi — encontro raro entre representantes dos dois países. Segundo a agência estatal dos Emirados, WAM, ambos defenderam a redução das tensões e a estabilidade na região.

As conversas ocorrem depois de uma semana de disparada do petróleo, provocada por ataques de Estados Unidos e Irã a petroleiros no estreito e pelo avanço dos houthis em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota vital para o transporte da commodity no Oriente Médio, informou a Reuters.

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