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Irã diz que quer parar de lutar e transfere a Washington a decisão final

Pezeshkian afirmou à Fox News que Teerã não pretende seguir na guerra e que cabe aos Estados Unidos encerrá-la; o chanceler iraniano se reuniu com enviados de Trump em Nova York.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Colorful display of multiple national flags on stands, showcasing international diversity.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Paresh Patil via Pexels

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, sentou-se com o enviado de Donald Trump, Steve Witkoff, e com Jared Kushner, genro do presidente americano, num encontro à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Foi a primeira conversa direta entre os dois governos desde o fim de junho, e ela acontece com a guerra ainda em curso.

Teerã já colocou preço no fim do conflito. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que as condições chegaram aos americanos por um mediador do Catar: reconhecimento da rota do estreito de Hormuz que o país acertou com Omã, retirada das sanções, fim do bloqueio naval, devolução dos ativos congelados e interrupção dos combates em todas as frentes.

Quem falou em público foi o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Em entrevista à Fox News exibida na quinta-feira (24) e relatada pelo portal O Sul, ele disse que o país não pretende continuar lutando e empurrou a escolha para o outro lado: "Cabe aos Estados Unidos decidir se querem encerrar isso ou não." Atribuiu o início da guerra a instigações de Israel e defendeu o diálogo em lugar do confronto armado.

Na véspera, da tribuna da Assembleia Geral, o tom tinha sido outro — Pezeshkian avisou que o Irã não vai "se ajoelhar" diante de Washington. Na entrevista, cobrou explicação pelo colapso do cessar-fogo assinado semanas antes e tratou o calendário eleitoral americano como irrelevante: acordo antes ou depois das eleições de meio de mandato, tanto faz para Teerã.

Iêmen e a pressão sobre Teerã

Pezeshkian também negou dar ordens aos houthis do Iêmen, num momento de escalada entre o grupo e a Arábia Saudita com os aliados iemenitas de Riad. Washington e os sauditas atribuem ao Irã o apoio à milícia. Em Nova York, Israel espalhou mensagens contra a República Islâmica em painéis eletrônicos, uma delas apresentando um Irã nuclear como ameaça global.

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  • Masoud Pezeshkian
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