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Drones param oleoduto saudita e deixam em risco 4% da oferta global de petróleo

Sem a rota até o Mar Vermelho, os estoques do porto de Yanbu duram de cinco a sete dias, segundo a Reuters; o reparo pode levar semanas e agrava a alta mundial dos combustíveis.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Grandes tanques de armazenamento industrial com grades verdes contra um céu azul claro.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Jan van der Wolf / Pexels

A Arábia Saudita fechou na sexta-feira (11) o oleoduto leste-oeste, a estrutura que atravessa a Península Arábica e leva o petróleo do Golfo Pérsico até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, depois de ataques com drones na véspera. Com a rota parada, cerca de 4 milhões de barris por dia — perto de 4% da oferta mundial — ficam ameaçados, segundo compradores e corretores ouvidos pela agência Reuters, em texto reproduzido pelo InfoMoney.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores saudita, citado pela Bloomberg, vários drones partiram do Iraque e acertaram segmentos da tubulação nas regiões de Riad e de Medina. O Ministério da Energia afirmou que a interrupção foi uma medida preventiva, que houve feridos e que equipes de emergência avaliam os danos e protegem a instalação. Os sauditas atribuem a ofensiva a aliados do Irã e dos houthis, conforme a Folhapress, mas nenhum grupo assumiu a autoria.

O duto ganhou peso com a guerra no Oriente Médio. Desde que o Irã passou a restringir a navegação pelo Estreito de Ormuz, no conflito iniciado em fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel, o reino, maior exportador de petróleo do mundo, desviou para o Mar Vermelho boa parte de suas vendas. A estrutura, com capacidade para até 7 milhões de barris diários, chegou ao limite neste ano, segundo a Bloomberg. Pela conta da Folhapress, em texto publicado pelo Bem Paraná, até 70% do petróleo saudita passou a sair por essa via.

Estoques para poucos dias

Três fontes do setor citadas pela Reuters dizem que o volume armazenado em Yanbu sustenta os embarques por apenas cinco a sete dias; a capacidade de armazenagem do porto é estimada em cerca de 35 milhões de barris. Uma quarta fonte afirmou à agência que há reservas para atender clientes por mais alguns dias a partir de dois terminais no Egito: Ain Sukhna, no Mar Vermelho, e Sidi Kerir, no Mediterrâneo.

Não há prazo oficial para a retomada, e a Aramco, que opera o oleoduto, não detalhou a extensão dos danos. Uma das fontes ouvidas pela Reuters estimou o conserto em cinco a seis semanas; outra disse que parte da operação pode voltar antes, com os reparos em curso.

Pressão também no Mar Vermelho

Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, disseram ter atacado instalações de energia sauditas em Abha, Najran e Jazan, e ampliam o domínio sobre a costa iemenita. Segundo a Folhapress, o grupo já controla o acesso e as ilhas do Estreito de Bab el-Mandeb, ligação entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico, e promete liberar só navios sem origem ou destino em portos sauditas. Neste domingo (13), os houthis afirmaram ter atingido uma base militar saudita com mísseis e relataram 123 ataques aéreos de Riad em 24 horas; os sauditas não comentaram.

Efeito nos preços

O barril do Brent chegou perto de US$ 110 na quinta-feira e operava por volta de US$ 105 depois do anúncio do fechamento, informou a Bloomberg. A falta de oferta já levou os preços internacionais dos combustíveis a níveis recordes, alimentou a inflação em diversos países e empurrou os juros dos títulos do Tesouro americano ao patamar mais alto desde 2008, segundo a Reuters. A Agência Internacional de Energia prevê queda de 6% no fluxo global de petróleo neste ano, conforme a Folhapress.

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