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China critica revisão da lei de cibersegurança da UE e vê risco a investimento estrangeiro

Porta-voz da chancelaria chinesa disse que medidas protecionistas custam oportunidades digitais à Europa; lobby europeu estima gasto extra de 40 bilhões de euros com troca de equipamentos de telecom.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista detalhada de cabos de patch de fibra óptica conectados a um painel de patch azul em um data center.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Brett Sayles via Pexels

O governo da China afirmou na quarta-feira (16) que a adoção de medidas protecionistas pela União Europeia pode abalar a confiança de empresas estrangeiras dispostas a investir no continente. A crítica foi feita por Guo Jiakun, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, durante a entrevista coletiva regular da pasta, conforme noticiou o portal O Maringá.

Além do efeito sobre investidores, Guo listou outros prejuízos que, na visão de Pequim, a Europa sofreria: perder oportunidades ligadas à transformação digital, ver seu desenvolvimento econômico e social comprometido e enfraquecer o próprio ambiente de mercado aberto.

A carta das operadoras europeias

A manifestação chinesa veio depois de a Connect Europe, grupo que faz lobby em nome do setor de telecomunicações europeu, divulgar uma carta aberta sobre a revisão da Lei de Cibersegurança conduzida pela Comissão Europeia. Segundo o grupo, as mudanças podem obrigar as operadoras do bloco a desembolsar 40 bilhões de euros a mais para substituir equipamentos.

O porta-voz citou ainda estimativas de outras instituições, sem nomeá-las, segundo as quais a legislação poderia gerar perdas superiores a 360 bilhões de euros para a União Europeia nos próximos cinco anos. Para Guo, o fato de empresas europeias assinarem a carta reforça que certas decisões do bloco prejudicam terceiros sem trazer ganho para os próprios europeus.

"O protecionismo não constrói competitividade", declarou. Ele disse esperar que as autoridades europeias levem em conta as posições dos diferentes setores e deixem de impor restrições que Pequim considera discriminatórias.

  • Protecionismo
  • União Europeia
  • Lei de Cibersegurança
  • Telecomunicações
  • Equipamentos de rede
  • Investimento estrangeiro
  • Ministério das Relações Exteriores da China
  • Connect Europe

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