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Casa Branca cumpre veto de Trump e barra CNN, MS Now e Politico

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Casa Branca vista através das grades do portão, em Washington
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: StockSnap via Pixabay

A proibição de acesso à Casa Branca imposta por Donald Trump à CNN, à MS Now — nome atual da MSNBC — e ao site Politico passou a valer neste sábado (19). O veto havia sido anunciado na véspera pelo presidente americano na rede Truth Social, com efeito imediato, por causa da cobertura que ele classifica como falsa. Ele não apresentou provas da acusação.

O veto se materializou no portão, segundo relatos reproduzidos pela Rádio Pampa, com informações da Folha de S. Paulo. Akayla Gardner, correspondente da MS Now, contou que o crachá não funcionou: uma luz vermelha piscou e um agente pediu que ela devolvesse a credencial. Betsy Klein, da CNN, encontrou cinegrafistas à espera na entrada do complexo presidencial. Cheyenne Haslett, do Politico, também ficou de fora, e o Serviço Secreto reteve seu crachá — o relato é do editor-chefe do site, Jonathan Greenberger, em nota enviada à agência AFP.

Os três veículos tratam a proibição como inconstitucional e disseram que seguirão cobrindo o governo. Em nota, a CNN afirmou ter direito, assegurado pela Constituição, de fazer jornalismo sem obstáculo ou interferência do governo, e chamou o veto de ataque ilegal a esse direito. A MS Now publicou no X que a Casa Branca pertence ao povo americano e que o que se decide ali é custeado por impostos. Procurada pela AFP, a Casa Branca limitou-se a reenviar as declarações que Trump havia feito na sexta-feira (18).

O presidente americano afirmou que outras empresas de comunicação podem ter o mesmo destino, sem dizer quais. Ele já moveu ações por difamação contra veículos de imprensa e ataca a cobertura que lhe desagrada no Truth Social. Entre os alvos de suas hostilidades públicas, em boa parte mulheres, está Kaitlan Collins, que apresenta um programa na CNN.

A organização Repórteres sem Fronteiras divulgou nota na sexta-feira dizendo que o acesso à cobertura não é regalia de jornalista, e sim um direito que existe para que a população se informe de maneira independente. A entidade anunciou que vai tomar medidas legais.

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