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Ataques russos matam ao menos 8 na Ucrânia; Putin alerta Europa contra envio de tropas

Ofensiva com drones e mísseis atingiu dez regiões no sábado (12), dias depois de enviados de Trump passarem por Moscou e Kiev; no Brics, Putin disse que tropas europeias significariam guerra.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Torre de transmissão de energia em paisagem nevada sob céu nublado de inverno.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Minsu B / Pexels

Ataques russos com drones e mísseis mataram ao menos oito civis e deixaram dezenas de feridos na Ucrânia no sábado (12), segundo balanço da Associated Press com base em autoridades locais, reproduzido pelo Estadão Conteúdo no InfoMoney. De acordo com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dez regiões foram alvo durante a noite, e as defesas do país derrubaram mais de 200 alvos aéreos ao longo do dia — mas não todos.

Em Odessa, no Mar Negro, o governador Oleh Kiper informou que 37 pessoas, entre elas um bebê, ficaram feridas e duas estavam desaparecidas; um prédio residencial alto teve os andares superiores destruídos. Na mesma região, um drone atingiu um hotel em Chornomorsk e feriu 11 pessoas, segundo Zelensky. Em Zaporíjia, o governador Ivan Fedorov relatou duas mortes, e Kryvyi Rih, cidade natal do presidente, também registrou vítimas. Três pessoas morreram quando drones acertaram carros em Kramatorsk, na região de Donetsk, e duas quando um supermercado foi atingido na região de Zhytomyr, conforme as autoridades locais.

Postos de gasolina nas regiões de Zhytomyr e Rivne e um depósito de locomotivas em Odessa também foram alvo, disse Zelensky. As ofensivas russas têm mirado a rede de energia ucraniana antes do inverno, e o número de civis mortos subiu fortemente nos últimos dois meses, segundo a Reuters.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atacado a siderúrgica Zaporizhstal, uma unidade da Interpipe em Dnipro, fábricas em Kryvyi Rih e navios de carga nos portos de Odessa e Chornomorsk — um deles, segundo Moscou, com mercadorias de uso militar. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente as versões dos dois lados.

Kiev também tem atacado. Zelensky disse que forças ucranianas atingiram duas fábricas da indústria química russa, em Samara e em Perm. Os governadores dessas regiões não se pronunciaram, mas o site independente russo Astra relatou ataques com drones contra as duas instalações.

Putin adverte a Europa

Em declarações a jornalistas na cúpula do Brics, na Índia, relatadas pela AP, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que o envio de tropas europeias à Ucrânia significaria "uma guerra com a Rússia". Ele negou que o país represente ameaça aos europeus.

Diplomacia sem resultado

A escalada ocorre enquanto os Estados Unidos tentam retomar as negociações de paz. Os enviados de Donald Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, estiveram em Moscou e depois em Kiev. Pouco depois de deixarem a capital ucraniana, na terça-feira (8), a Rússia encerrou uma pausa de três dias nos bombardeios com uma ofensiva que matou cinco pessoas, relatou a CNN Brasil. Na quarta-feira (9), Trump disse a repórteres que Putin "quer fazer um acordo".

Também na quarta, Zelensky teve a viagem à Noruega adiada: o voo esperou em solo porque um drone russo havia invadido o céu da Moldávia. Ao jornalista Jim Sciutto, da CNN, o embaixador moldavo nos Estados Unidos, Vladislav Kulminski, disse que a incursão provavelmente não foi acidental. Segundo reportagem da CNN baseada em avaliações de agências de inteligência ocidentais, a guerra custa à Rússia cerca de 40 mil soldados por mês.

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