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AIEA pede que ONU responsabilize Irã por driblar fiscalização nuclear

Pedido da agência atômica foi anunciado por diplomatas na quarta (9); levantamento da CNN relata câmeras desligadas e revistas invasivas a inspetores desde a saída dos EUA do acordo de 2015.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Usina nuclear com torres de resfriamento soltando vapor sob céu nublado.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Wolfgang Weiser / Pexels

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão ligado à ONU que fiscaliza programas nucleares no mundo, pediu que as Nações Unidas responsabilizem o Irã por descumprir as salvaguardas criadas para impedir o desenvolvimento de armas atômicas. A iniciativa foi anunciada por autoridades diplomáticas na quarta-feira (9), segundo a CNN Brasil.

O pedido é o passo mais recente de mais de dez anos de tentativas de acompanhar de perto o programa iraniano. Com base em relatos de ex-funcionários e diplomatas e em documentos da ONU acumulados ao longo de uma década, a CNN afirma que Teerã deixou de colaborar e passou a obstruir as inspeções: desligou câmeras de monitoramento e submeteu os inspetores a revistas corporais que as fontes descreveram como excessivamente invasivas.

Do acordo à ruptura

O acordo nuclear fechado em 2015 entre o Irã, os Estados Unidos e outras potências criou o regime de inspeção mais rigoroso do mundo, sob supervisão da AIEA, e durante anos o país cooperou com os fiscais. Depois que Donald Trump retirou os Estados Unidos do pacto, o Irã passou a desafiar as regras de forma gradual e sistemática, conforme relatórios da própria agência na época. Mais tarde, a AIEA concluiu que Teerã não havia declarado locais ligados a material nuclear.

Um ex-diplomata americano, que falou à CNN sob anonimato, afirmou que os iranianos ganhavam tempo e dificultavam o acesso dos inspetores apresentando informações falsas ou pouco plausíveis. Ainda segundo a emissora, um ex-funcionário da agência e um ex-diplomata dos Estados Unidos disseram que a própria AIEA, em alguns momentos, minimizou problemas por razões políticas, entre elas o esforço para evitar confronto direto com Teerã.

Para especialistas ouvidos pela CNN, o histórico mostra os limites do monitoramento quando um país decide descumprir as regras de forma deliberada.

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  • Acordo nuclear de 2015

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