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Agosto empata como mês mais quente já medido no planeta, aponta Copernicus

A média global de 16,96°C no mês passado igualou julho de 2023, e o aquecimento voltou a passar o limite de 1,5°C do Acordo de Paris pela primeira vez em dez meses.

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Imagem ilustrativa: Uma paisagem árida de terra seca e fissurada sob um céu azul claro, retratando clima árido e seca.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Dominika P / Pexels

O planeta viveu em agosto um dos meses mais quentes de que se tem medição, empatado com julho de 2023 no topo da série histórica. A temperatura média da superfície do globo ficou em 16,96°C, de acordo com o Copernicus, serviço da União Europeia que monitora o clima.

O mês fechou 1,65°C acima da referência que os cientistas usam para o clima anterior à industrialização, os anos de 1850 a 1900, e voltou a romper o teto de 1,5°C fixado pelo Acordo de Paris. Nenhum mês havia ultrapassado essa marca desde novembro de 2025.

O calor não ficou só no ar. A temperatura média da superfície dos oceanos chegou a 21,07°C, o maior valor já apurado para um mês. Citada pelo Bem Paraná, Samantha Burgess, que coordena o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, ligou os dois recordes ao mesmo processo e disse que eles mostram a mudança do clima produzindo extremos tanto na atmosfera quanto no mar.

No hemisfério norte, o verão foi o mais quente já registrado pelas agências meteorológicas da Europa como um todo e também de França, Espanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos. Os espanhóis passaram 61 dias sob onda de calor, contra 41 em 2022, com média de 24,5°C na estação — a maior desde 1961 e 2,4°C acima da referência usada pelos meteorologistas, de 1991 a 2020. Na Itália, os 24,3°C foram a marca mais alta em 75 anos. O período foi marcado por incêndios florestais e enchentes em vários continentes.

Mantido o ritmo atual de emissões, o mundo deve terminar o século 2,8°C mais quente do que era antes da industrialização. Baixar os termômetros exigiria retirar mais gases da atmosfera do que se lança nela, e a ONU já trata como inevitável o período em que a temperatura fica acima do combinado.

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