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Itaú, Nubank e outros bancos ampliam a oferta de criptomoedas

O que era só bitcoin virou uma lista de mais de dez ativos digitais; especialistas ouvidos recomendam limitar a exposição a algo entre 1% e 3% da carteira total.

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Imagem ilustrativa: Moedas representando Bitcoin, Ethereum e Ripple sobre fundo escuro
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: Worldspectrum / Pexels

Quem quer comprar criptomoeda pelo banco tem hoje mais opções do que há dois anos. O que se resumia ao bitcoin virou uma prateleira com mais de dez ativos digitais.

Desde o ano passado, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Nubank aumentaram a quantidade de produtos ligados a essa classe, acompanhando o avanço da regulamentação do setor no país.

O que muda de um ativo para outro é a função. As criptomoedas circulam em redes de computadores que registram e validam as operações, sem um intermediário central como o banco. O bitcoin é o mais conhecido. O ether pertence à rede Ethereum. As stablecoins tentam manter o valor colado ao de uma moeda tradicional, em geral o dólar.

O risco também mudou de escala. Segundo o Bem Paraná, o professor de finanças do Ibmec Cristiano Corrêa afirma que a oscilação de preço nesse mercado é maior que a das ações: enquanto um papel cai 4% ou 5% num dia ruim, em cripto o movimento pode ser mais rápido e mais largo. Ele diz que isso não significa perda garantida, e sim exposição a uma amplitude maior.

Para o mesmo professor, o produto serve a quem aguenta encaixar eventuais perdas, e não a quem vai concentrar ali o patrimônio inteiro.

Há uma medida sugerida. O planejador financeiro Felipe Quiodine, certificado pela Planejar, associação brasileira do setor, disse ao Bem Paraná que entre 1% e 3% da carteira total é o intervalo razoável. A conta atende a dois propósitos ao mesmo tempo: aproveitar uma eventual valorização e limitar o estrago se a posição derreter.

A recomendação dos dois é a mesma: exposição limitada, e só para quem tem tolerância a risco e a oscilação.

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