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Acordo com empresa privada garante aos EUA fatia do petróleo de 17 campos venezuelanos

Casa Branca descreve concessão de 100 anos à NABEP, com participação americana de 35% e 20% da produção; o governo de Caracas fala em 25 anos e US$ 209 bilhões em royalties e impostos.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Bomba de extração de petróleo enferrujada em campo árido sob céu parcialmente nublado.
Imagem ilustrativa · Não retrata o fato · Foto: David Brown / Pexels

O acordo de petróleo entre os Estados Unidos e a Venezuela, aprovado em 1º de setembro pela Assembleia Nacional venezuelana, controlada pelo partido do governo, tem versões diferentes conforme quem o descreve. Pelo que a CNN Brasil reuniu até agora, o pacto dá a Washington acesso a cerca de um quinto das reservas de petróleo do país sul-americano.

Quem assinou

Em Caracas, a vice-presidente Delcy Rodríguez e o presidente da Assembleia, Jorge Rodríguez, apresentaram o acerto como um projeto "binacional". Do lado americano, porém, o governo indicou que os departamentos de Defesa e de Estado firmaram o contrato com uma empresa: a NABEP, sigla de North American Blue Energy Partners. De capital fechado, ela se apresenta em seu site como a segunda maior produtora privada de petróleo da Venezuela.

Os termos

Um documento informativo da Casa Branca descreve uma concessão de 100 anos para a NABEP explorar 17 campos petrolíferos venezuelanos, com reservas estimadas em 65 bilhões de barris. Pelo desenho americano, os Estados Unidos ficariam com 35% das ações da controladora da empresa, receberiam de forma garantida 20% do petróleo extraído e teriam preferência para comprar todo o restante da produção.

O governo venezuelano fala em outro prazo, de 25 anos, e afirma que a companhia vai pagar mais de US$ 209 bilhões — cerca de R$ 1 trilhão — em royalties e tributos.

O empresário por trás do negócio

À frente da NABEP está o investidor venezuelano Alejandro Betancourt, figura controversa e principal parceiro de Washington no negócio. Bilionário, ele fundou a empresa em 2024 ao lado do também bilionário Harry Sargeant, da Flórida, que vendeu sua participação no mês passado.

De acordo com a CNN, que cita quatro pessoas a par da política americana para a Venezuela, Betancourt teve papel central no planejamento dos Estados Unidos antes da operação de 3 de janeiro que tirou Nicolás Maduro do poder.

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