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Segurança São Paulo

Sete viram réus por suspeita de revenda de celulares roubados em SP

O Ministério Público acusa o grupo de desbloquear e repassar aparelhos furtados como se fossem legais, e pede que os réus paguem por danos morais coletivos quase R$ 90 milhões.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Smartphone sobre mesa de madeira
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: rmartinr via Pixabay

A Justiça paulista aceitou a denúncia do Ministério Público contra sete pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa que recebia, desbloqueava e repassava aparelhos celulares roubados e furtados. Com isso, os sete passam a responder ao processo como réus — o que significa que a acusação será julgada, e não que a culpa esteja reconhecida. A denúncia havia sido apresentada em 17 de setembro.

Todos foram alvo da Operação Frankmobile, deflagrada em 10 de setembro, e tiveram prisão preventiva decretada. A acusação de integrar organização criminosa recai sobre os sete; a de receptação qualificada, sobre dois deles, e a de falsidade ideológica, sobre três. Os promotores pedem ainda uma indenização por danos morais coletivos de quase R$ 90 milhões.

Como a acusação descreve o esquema

De acordo com o Gaeco, o grupo do Ministério Público que atua contra o crime organizado, a atividade se dividia em quatro etapas, do roubo do telefone até a venda dele com aparência de origem legal. Depois dos autores dos roubos e furtos, entravam os receptadores, que às vezes também tentavam entrar nas contas bancárias e nos dados pessoais de quem havia sido roubado. Em seguida, estabelecimentos especializados recorriam a programas e equipamentos para remover bloqueios de ativação, desvincular contas em nuvem e alterar o IMEI, o número que identifica cada aparelho. A investigação aponta ainda notas fiscais falsas e a revenda dos telefones e de suas peças.

Ao pedir as prisões, o Ministério Público alegou que os sete poderiam voltar a cometer crimes e interferir nas provas do caso. Parte dos investigados, afirma o Gaeco, manteve a atividade no ramo mesmo após apreensões e medidas cautelares de uma operação anterior, a Salus et Dignitas.

O caso não se encerra nos sete: outras pessoas atingidas por bloqueio de bens, buscas e suspensão de atividades econômicas continuam sob investigação, e o Ministério Público afirma que pode incluí-las no processo mais adiante.

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