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Metrô paulistano chega aos 52 anos e vai aposentar o bilhete magnético em outubro

Aberto em 1974 com sete estações, o sistema tem hoje 105 paradas em 116 km; o Edmonson deixa de valer nas catracas em 31 de outubro, e a Linha 2-Verde avança rumo a Guarulhos.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Trem chegando a uma estação coberta em São Paulo, com passageiros aguardando na plataforma.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Arthur Forti via Pexels

O Metrô de São Paulo fez 52 anos na segunda-feira (14) com data marcada para aposentar o bilhete Edmonson, o cartão magnético usado nas catracas desde a abertura do sistema. Segundo a Veja São Paulo, ele deixa de ser aceito em 31 de outubro.

A saída do bilhete acompanha a adoção dos pagamentos digitais já disponíveis nas estações: QR Code emitido pelo WhatsApp, aplicativos e cartão bancário por aproximação. A revista aponta ainda a dificuldade de manter funcionando as peças do mecanismo que lê os cartões. Em cinco décadas, os Edmonson passaram pelas catracas 13,8 bilhões de vezes.

De sete a 105 estações

A operação comercial começou em 14 de setembro de 1974, num trecho de 6,4 quilômetros e sete estações entre o Jabaquara e a Vila Mariana, na então Linha Norte-Sul, hoje Linha 1-Azul. Nas décadas seguintes vieram a Linha 3-Vermelha, que liga as zonas Leste e Oeste, e a Linha 2-Verde, que passa pela Avenida Paulista. Mais tarde entrou a Linha 15-Prata e, neste ano, a 17-Ouro, entre o Morumbi e o Aeroporto de Congonhas.

Somada, a rede metroviária da cidade tem hoje 116 quilômetros e 105 estações e recebe mais de 4,3 milhões de passageiros por dia. A conta inclui as linhas 6-Laranja e 17-Ouro, as duas em operação transitória. Consideradas só as cinco linhas operadas pela companhia do Metrô, são 78,2 quilômetros, 71 estações e cerca de 3 milhões de usuários diários.

Desde 1974, mais de 35 bilhões de passageiros usaram o sistema, e os trens rodaram 638,2 milhões de quilômetros. A Gazeta de São Paulo e o g1 comparam a distância a 1.660 viagens até a Lua; a Veja São Paulo fala em 1.660 viagens de ida e volta.

Obras e tecnologia

A principal expansão em andamento é a da Linha 2-Verde, dividida em duas fases. A primeira vai da Vila Prudente à Penha, com oito estações em oito quilômetros. A segunda segue da Penha até Guarulhos, com mais cinco estações em 5,8 quilômetros. Há também projetos para estender a Linha 15-Prata e completar o traçado da 17-Ouro.

Com o tempo, a companhia renovou trens e sistemas de sinalização e adotou o CBTC, controle de trens baseado em telecomunicação. Na Linha 15-Prata, a operação é automatizada no padrão GoA4 e comandada pelo Centro de Controle Operacional. As estações ganharam elevadores, pisos táteis e escadas rolantes, e a acessibilidade passou a entrar no planejamento desde as primeiras fases dos projetos.

Para quem ainda guarda bilhetes magnéticos, o prazo é 31 de outubro: depois dele, a entrada nas estações dependerá dos meios digitais.

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