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Obras e infraestrutura São Paulo

CPTM reembolsará R$ 24,3 milhões à Trivia por custos nas linhas 11, 12 e 13

Aditivo publicado no Diário Oficial cobre contratos de limpeza, manutenção e contas das estações até 21 de outubro, fim dos 90 dias em que a estatal reassumiu os trens após falhas.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Brás metro station (Line 3-Red), São Paulo, Brazil - plataforma com passageiros
Foto: Jcornelius via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai desembolsar R$ 24.380.923,26 para a Trivia Trens, concessionária que perdeu temporariamente o comando das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade depois de uma sequência de falhas logo na estreia. Segundo o Estadão, o valor está num termo de aditamento ao contrato entre as duas empresas, publicado no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (11).

A estatal sustenta que o dinheiro não paga a Trivia por operar os trens. Em nota repassada pelo jornal, a CPTM explicou que se trata apenas de devolver o que a concessionária gasta com contratos que ela própria havia fechado — manutenção de elevadores e escadas rolantes, limpeza e outras despesas das estações — e que continuam em uso desde 24 de julho, quando a companhia retomou as três linhas por determinação da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). Para a CPTM, o aditivo só estende a vigência do convênio.

Para onde vai o dinheiro

O montante foi calculado para bancar os serviços até 21 de outubro, data em que terminam os 90 dias de operação pela CPTM fixados pela Artesp. Entre as parcelas detalhadas no documento, R$ 599,4 mil cobrem energia elétrica, água e esgoto. Há ainda R$ 434 mil para o recolhimento de lixo, R$ 315,6 mil para a manutenção preventiva e corretiva dos elevadores, R$ 17,5 mil para o aluguel de purificadores de água e R$ 2,6 mil para as escadas rolantes.

O termo também prorroga planos de trabalho ligados à manutenção das linhas e acrescenta serviços que passam a ser reembolsados, como limpeza de prédios, gestão de resíduos sólidos e conservação de equipamentos. Os pagamentos seguem um cronograma que, de acordo com o Estadão, vem sendo cumprido desde 24 de julho.

Três dias de operação privada

A Trivia assumiu sozinha as três linhas em 21 de julho, depois de uma fase de transição acompanhada pela CPTM, e já tinha contratado prestadoras de serviço para a operação. Nos primeiros dias vieram os problemas: uma pane no fornecimento de energia entre as estações Brás e Tatuapé interrompeu a circulação, e um princípio de incêndio num trem perto da Estação Bresser-Mooca obrigou passageiros a seguir a pé pelos trilhos.

Diante das ocorrências, a Artesp mandou a CPTM reassumir as linhas. O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito sobre as falhas, e a apuração, segundo o órgão, continua em andamento.

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