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Segurança São Paulo

Conselho de Medicina apura ginecologista de 82 anos indiciado por crime sexual

O Cremesp instaurou sindicância, etapa preliminar que pode virar processo ético-disciplinar, sobre médico investigado em inquérito aberto a pedido do Ministério Público; a defesa nega.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: ChiemSeherin via Pixabay

Osmar Trojan, ginecologista de 82 anos, é alvo de uma sindicância no conselho da categoria. Ele foi indiciado pela polícia por estupro de uma paciente, e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, que abriu o procedimento, informou que o caso corre sob sigilo.

A sindicância é a etapa preliminar do procedimento: o conselho averigua os fatos denunciados, reúne provas e colhe manifestações por escrito ou em audiência com os envolvidos. Se encontrar indícios de infração ética, pode então instaurar processo ético-disciplinar, fase em que quem denuncia e quem é denunciado apresentam provas e podem ser acompanhados por advogados.

Na esfera criminal, o inquérito tramita no 1º Distrito Policial de Itapecerica da Serra e foi instaurado depois de pedido do Ministério Público. A Secretaria da Segurança Pública informou que o médico "foi formalmente indiciado pela prática do crime de estupro", tipificado no artigo 213 do Código Penal.

O que diz a defesa

O advogado Alessandro Fischer Martins Silveira nega as acusações. Segundo o g1, ele afirmou que o médico "demonstrará sua inocência" no curso da instrução processual, com contraditório e ampla defesa e a produção das provas pertinentes. O advogado também apontou que o inquérito corre em segredo, que nenhuma denúncia foi recebida pela Justiça até agora e que, com o caso ainda em investigação, deve valer a presunção de inocência.

A denúncia

A mulher que o acusa tem hoje 27 anos e foi atendida no consultório particular do ginecologista no Brooklin, na zona sul da capital, dos 16 anos em diante, entre 2014 e 2022. Ela contou ao g1 que o médico era próximo da família, atendia sua mãe e não cobrava pelas consultas, o que a fazia sentir-se em dívida com ele: "eu me sentia na obrigação de ir".

Ela relatou ao g1 que os atendimentos incluíram exames sem luva, fotos íntimas tiradas por ele e a exibição de vídeos pornográficos. Situações que, quando ocorreram, ela tomava como parte do exame passaram a ser vistas por ela de outra forma.

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