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Certidão de óbito falsa foi usada por foragido do PCC recapturado na Bolívia

Roberto Prieto Filho, o Betinho, foi condenado por tráfico e lavagem de dinheiro em 2023 e havia sido resgatado a tiros de uma cadeia do Guarujá; ele, a mulher e o advogado foram denunciados.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Corredor vazio de uma unidade prisional, com portas de celas abertas e grade ao fundo.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Maia Fotografia via Pexels

Enquanto estava foragido, Roberto Prieto Filho apareceu morto nos autos de um processo criminal em São Paulo. Conhecido como Betinho, ele é tido pela investigação como um dos chefes do PCC, o Primeiro Comando da Capital. A certidão de óbito era falsa, e a fraude só foi descoberta depois. A recaptura ocorreu na terça-feira (22), na Bolívia.

O registro da farsa é do Ministério Público de São Paulo, que em junho de 2025 anotou no processo que o documento havia sido apresentado depois da condenação do réu. O Tribunal de Justiça de São Paulo voltou ao caso ao analisar um habeas corpus pedido pelo advogado Hugo Luigi Sena Sales: para o tribunal, Betinho já havia recorrido a diferentes expedientes processuais e chegou a tentar forjar a própria morte. Foram denunciados ele, o defensor e a mulher, Mayra Viviane Costa da Silva Pietro.

A condenação

Conforme apurou o VTV News, a pena veio em janeiro de 2023: regime inicial fechado e 20 anos, dois meses e 20 dias por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico, além de 2.346 dias-multa. Os autos o responsabilizam pela guarda de cocaína e por esconder a propriedade de um imóvel e de um veículo.

A fuga a tiros no Guarujá

A primeira prisão foi em 14 de janeiro de 2022, feita em Itanhaém pela Dise, a delegacia especializada em entorpecentes. Betinho ficou na cadeia anexa ao 1º Distrito Policial de Vicente de Carvalho, no Guarujá, e foi de lá que homens armados o tiraram: eles usaram escadas para alcançar o pátio e atiraram contra os carcereiros. Dois outros detentos saíram com ele.

A recaptura na Bolívia veio três dias depois da prisão de Márcio Barbosa Silva, o Beiço de Mula, no mesmo país. Os dois são tidos como integrantes de uma mesma organização criminosa.

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