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Política Santa Catarina

Três candidatos ao governo de SC assinam na Fiesc compromisso sobre impostos

Jorginho Mello, João Rodrigues e Ralf Zimmer estiveram com cerca de 100 industriais na sexta-feira; sobre pedágio em rodovias estaduais, as respostas dos três à NSC TV não foram iguais.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Vista aérea de estrada sinuosa em Urubici, SC.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Anderson André via Pexels

Três dos oito candidatos ao governo de Santa Catarina passaram a manhã de sexta-feira (18) na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), em Florianópolis, e saíram de lá com a assinatura no mesmo documento: um termo de compromisso de não aumentar impostos. Conversaram com cerca de 100 integrantes da federação o governador Jorginho Mello (PL), que tenta a reeleição, João Rodrigues (PSD) e Ralf Zimmer (PRD).

Segundo o g1, cada um usou o encontro para falar do que tem a oferecer à indústria. Jorginho Mello tratou do primeiro mandato e do que pretende fazer pelo setor e pela infraestrutura se voltar ao cargo. João Rodrigues apresentou a experiência à frente da prefeitura de Chapecó e as propostas para o estado. Ralf Zimmer defendeu enxugar as estruturas da máquina estadual para reduzir o custeio.

Pedágio nas SCs divide as respostas

A assinatura comum não significou posição comum sobre o outro tema que interessa a quem roda pelo estado: a cobrança de pedágio nas rodovias estaduais. Em entrevistas à NSC TV, os três foram perguntados sobre as estradas e responderam de maneiras diferentes.

Jorginho Mello afirmou que as SCs foram reformadas e revitalizadas durante o mandato sem cobrança de tarifa, e disse que isso não mudará: "não pedagiamos e não vamos pedagiar". Segundo ele, o governo federal queria aportar recurso para as obras em troca de pedágio, e o estado não aceitou.

Ralf Zimmer foi igualmente direto quanto às estaduais — "sou contra pedagiar rodovia estadual", afirmou, dizendo que há dinheiro em caixa para dar conta das reformas sem onerar o contribuinte. Sobre as federais, avaliou que o assunto é de se pensar.

João Rodrigues condicionou a resposta. Para ele, a análise é caso a caso, e a regra é não haver cobrança antes da obra entregue: "cidadão não pode pagar por aquilo que não existe", disse, acrescentando que obra tem de existir.

À tarde, os três deixaram a capital. Zimmer seguiu para São Miguel do Oeste, onde gravou vídeos de campanha; Rodrigues foi a Chapecó, para uma conversa com a associação comercial da cidade; Jorginho, a Joinville, em agenda com lideranças locais.

Outros cinco nomes disputam o governo catarinense: Gelson Merísio (PSB), Professor Marcus Sodré (PSTU), Marcelo Brigadeiro (Missão), Bruno Pedreiro (PCO) e Laís Chaud (Unidade Popular). O primeiro turno é em 4 de outubro, e o eventual segundo turno, em 25 de outubro.

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