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Saúde Santa Catarina

Filantrópicos fazem 71% do atendimento de alta complexidade do SUS em SC

Nos tratamentos oncológicos, essas instituições respondem por 69% das internações do sistema público no estado, segundo dados da AHESC e da FHESC, entidades que representam a rede hospitalar catarinense.

Por Hub News

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Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: vitalworks via Pixabay

O SUS completa mais um ano neste sábado (19), e em Santa Catarina a data chega com um retrato peculiar da rede: a maior parte dos procedimentos mais complexos do sistema público não é feita em unidades estatais, e sim em hospitais sem fins lucrativos. São 71% dos atendimentos de alta complexidade, conforme números reunidos pela AHESC, entidade que congrega os hospitais catarinenses, e pela FHESC, que representa as casas filantrópicas do estado.

Na oncologia o quadro se repete: 69% das internações bancadas pelo sistema público em território catarinense ocorrem nessas mesmas instituições.

Criado pela Constituição de 1988, o SUS assentou o acesso à saúde em três princípios — universalidade, integralidade e equidade — e chega ao paciente por meio de uma rede que combina hospitais, profissionais e entidades encarregadas de fazer a ponte entre essas unidades e o poder público.

É nesse papel de ponte que as duas entidades se apresentam. Reunindo hospitais de tamanhos e regiões diferentes, dizem conseguir mapear demandas que se repetem, apresentá-las aos órgãos públicos e acompanhar a formulação de políticas que depois têm de se converter em atendimento. Entre os temas dessa conversa estão a tecnologia disponível nos hospitais, o treinamento das equipes, a atualização dos procedimentos, o financiamento e a continuidade dos serviços de maior complexidade.

Em declarações publicadas pelo De Olho na Ilha, a presidente da FHESC, irmã Neusa Lúcio Luiz, sustentou que uma política de saúde só funciona com diálogo entre quem a planeja, quem paga por ela e quem atende o paciente, e atribuiu às entidades a tarefa de aproximar esses mundos. Já o presidente da AHESC, Maurício José Souto-Maior, disse ao mesmo veículo que a proximidade entre governo, entidades representativas e quem atende o paciente ajuda a desenhar soluções compatíveis com o que os hospitais enfrentam.

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