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Saúde Rio Grande do Sul

Simers cobra apuração de contrato de UTI do Estado após representação ao MP

Uma representação encaminhada ao Ministério Público pede investigação do aluguel de equipamentos para leitos de terapia intensiva desde 2018; a Secretaria da Saúde nega irregularidade e fala em licitação regular.

Por Hub News

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Imagem ilustrativa: Um quarto de hospital vazio equipado com duas camas, equipamentos de monitoramento e iluminação ambiente.
Imagem Ilustrativa Não representa o acontecimento Foto: Sals via Pexels

O Ministério Público do Rio Grande do Sul recebeu uma representação que pede a investigação do aluguel de equipamentos para leitos de terapia intensiva pela Secretaria Estadual da Saúde. O alvo é o contrato nº 444/2018, assinado com a RTS RIO S.A. com prazo original de 12 meses e prorrogado por 12 termos aditivos desde então.

Segundo a representação, somados os mais de seis anos de vigência, o custo estimado ao erário gaúcho chega a R$ 390.000.000,00. Comprar e manter os mesmos aparelhos, sustenta o documento, sairia por R$ 90.321.128,00. O texto afirma ainda que a locação seguiu "sob a veste de emergência" todo esse tempo, e o caso ganhou repercussão depois de reportagem da Jovem Pan, segundo O Sul.

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) se manifestou sobre o caso e cobrou apuração. Em nota, a entidade disse defender a transparência no uso de recursos públicos e afirmou que a saúde "não pode ser tratada com contratos emergenciais" que se prolonguem por tanto tempo. Quem apresentou a representação ao Ministério Público não é identificado pela reportagem.

O que diz a Secretaria da Saúde

A pasta nega irregularidade. Em nota, afirmou que o contrato de 2018 nasceu de um processo licitatório regular, e não de contratação emergencial, e que a empresa atende o Estado desde 2013. A secretaria acrescentou que a locação de equipamentos para leitos de UTI segue a política definida pela Portaria nº 188/2014.

A secretaria também afirmou que qualquer pessoa pode apresentar representação ao Ministério Público, sem que isso signifique a abertura de investigação, e que nenhum órgão de controle questionou o processo. Para a pasta, a denúncia tem "viés político" e parte de alguém com interesse eleitoral às vésperas do pleito.

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